Verifica se o que prometes é justo e possível, pois promessas são dívidas (Confucio)
segunda-feira, 8 de novembro de 2010
O Grande Dragão
O desespero económico e o descalabro das contas públicas estão a levar-nos a situações que num futuro muito próximo deverão estar fora de controle ou muito perto disso. De facto, sendo a R.P. China uma potência económica, com disponibilidades financeiras acima do imaginável é por si só um atraente parceiro económico. Mas só se for mesmo para ser um parceiro económico.
O que tem acontecido por todos os países onde o Governo Chinês ou o Banco da China têm investido ou financiado a dívida pública foi uma subjugação económica e uma dependência dos factores de produção chineses, sem nunca servirem para um desenvolvimento regional.
Os modos de amortização das dívidas são os mais diversos, desde que sejam negociáveis, sejam elas quais forem, desde petróleo a areia, pedras ou mesmo solos aráveis. Mas sempre com elevadas taxas de influência sobre as politicas económicas e governativas nacionais.
Como o Governo, o partido que o suporta e também o principal partido da oposição estão de acordo, poderemos partir dum principio que se trata de algo de interesse relevante para a Nação.
Mas verifiquemos o que se passou no nosso comércio local com a proliferação de lojas de artigos chineses, importados da China, fabricados na China, com mão de obra chinesa e com alguma da matéria prima necessária à produção adquirida a países endividados e dependentes dos fundos monetários chineses, com o aproveitar das legislações nacionais existentes bem como os apoios institucionais existentes. Que influência tiveram nas populações locais onde se estabeleceram estes núcleos comerciais?
E para onde são transferidos quase de imediato os ganhos e proveitos conseguidos?
Debrucemo-nos com a influência e a profusão de artigos chineses no comércio nacional, com a “elevada” qualidade apresentada e pelo “estrito cumprimento” das normas comunitárias. Muitos dos artigos dispõe da sigla “CE” mas não cumprem as regras mínimas regulamentadas para usufruírem dessa mesma sigla.
Veja-se qual a origem da grande maioria de artigos contrafeitos, das marcas multinacionais, desde plásticos, vestuários até aos automóveis. Tudo com a conivência dos grandes dirigentes empresariais que só olham ao lucro e se colocam à margem dos deveres e responsabilidades nacionalistas. Não interessa saber que vão ficar desempregados 5 ou 15.000 portugueses, desde que se consiga produzir na China e o produto final fique parecido com o original e desde que isso faça aumentar os respectivos lucros.
Quando o desenvolvimento da civilização ocidental está assente no consumo interno e produção industrial, sendo necessário para tal fabricar e colocar no mercado produtos aos mais baixos preços para sustentar as nossas necessidades, necessidades essas fomentadas por poderosas agências de marketing e publicidade, estando por sua vez ao serviço das grandes multinacionais que gerem e moldam as nossas necessidades correntes, quando tal desenvolvimento assenta em alta produção e baixos salários, alguma coisa vai mal no sistema politico, económico e empresarial. Por um lado as nossas sociedades exigem a atribuição de salários mínimos, horas laborais e de descanso, férias e subsídios diversos, por outro leva as unidades mais produtivas e rentáveis para locais onde isso não existe, onde mais de metade da população vive no limiar da pobreza extrema, onde as condições de vida são degradantes em qualquer país democrático e situado a ocidente do Grande Dragão.
Basta olhar para um mapa mundo e verificar quais os locais onde se produzem e fabricam os produtos dos nossos consumos internos, os supérfluos, os tecnológicos e os de conforto. Verifiquemos depois quais as condições e legislações laborais vigentes nesses países.
Espero que o acordo económico, com a compra da divida soberana não tenha sido conseguido por meio de uma hipoteca da nossa influência nos Países de Língua Oficial Portuguesa. O que não seria descabido desde já, uma vez que o Grande Dragão está a fomentar o ensino da língua portuguesa em larga escala, que evidencia desde logo um interesse reforçado nos PALOPs, um mercado de muitos milhões de alminhas, abrangendo todo o Mundo.
Se um tal acordo viesse a ser efectuado sobre estas premissas, todos os envolvidos, mas mesmo todos, desde os que se pronunciaram favor até aqueles que se abstiveram de emitir opinião, deverão ser responsabilizados pelas suas acções enquanto dirigentes e intervenientes, quer sejam activos ou passivos, porquanto não actuaram em defesa dos legítimos interesses nacionais quer por palavras ou acções politicas, preferindo o anonimato da abstenção e sacudindo as responsabilidades inerentes aos estatutos políticos que usufruem.
O acolhimento de investimento oriundo da R.P. da China, não irá certamente servir para diminuir os índices de desemprego nacional, mas para dar continuidade a uma politica de expansão comercial e industrial, para num futuro próximo dominar e controlar a produção mundial. No nosso caso particular, pergunto se acham que um empresário chinês, com unidades fabris no seu país, onde se pagam salários médios inferiores a 100€ mês, onde não existem direitos laborais adquiridos, onde os turnos de trabalho são rotativos de oito ou mais horas, com a obrigatoriedade de dormir nos locais de produção, sem direito a férias ou a quaisquer subsídios extras, virá investir numa fábrica neste rectângulo perdido num canto da Europa, onde as nossas leis e regras laborais são penalizantes segundo a visão empresarial, só porque estamos endividados? Num país onde as disposições legais são contrárias, na grande maioria das vezes, aos interesses empresariais?
Acham que os empresários chineses vão desperdiçar a hipótese de aceder e controlar unidades fabris tecnologicamente evoluídas, com técnicas de produção que dominamos quase na perfeição e onde efectivamente dispomos de competência internacional reconhecida?
Acham mesmo que os dirigentes políticos e empresários chineses vão desperdiçar a esta oportunidade de arranjar uma Angola na Europa?
Alguém acredita que os dirigentes políticos chineses têm assim tão boa vontade para fazer algo de bom por nós, Portugueses?
E alguém acredita nas palavras dos nossos Dirigentes Políticos sobre este assunto?
O Governo português que se acautele e não estoire desde já com todo o nosso possível futuro, com acordos desesperados e imediatistas.
Quanto a mim, prefiro voltar a ser o mais pobrezinho da Europa a ser obrigado a aprender mandarim.
quarta-feira, 20 de outubro de 2010
A Arte da Negociação
Só falta mesmo começar a dizer que a culpa da situação económica que vivemos é culpa dos governos de Sá Carneiro.
sexta-feira, 15 de outubro de 2010
Orçamento de Estado para 2011
Então porquê a surpresa de tamanho aumento da carga contributiva sobre os mais desprotegidos?
Mas mesmo que pudesse cortar nas Despesas, que acho que pode, depois de teimar que não há mais por onde cortar, alguém pensaria que iriam cortar em alguma coisa?
É muito mais fácil ir aos bolsos do Zé Povinho, porque mesmo o Imposto Extraordinário sobre as Reformas e Pensões acima de 5.000,00€, só na parte excedente, não deixa de ser uma brincadeira.
Se alguém receber 6.500,00€ de Reforma, ser descontado em 150€ é alguma coisa?
Agora se receber um vencimento de 900,00€ e ver acrescido os descontos em 40,00€, aí sim, causa muito mais dano, porque esses 40,00€ vão para pagar uma qualquer despesa familiar.
O Executivo está a brincar com a vida das pessoas e dos contribuintes em geral. Para apresentar um Orçamento com estes parâmetros é sintoma que o Governo está à deriva, assim sendo, é preferível desde já acabar com toda a palhaçada e entregar o País ao FMI, pois de qualquer modo vamos todos ser espoliados até ao último cêntimo.
E enquanto há ponta por onde pegar…
sexta-feira, 8 de outubro de 2010
Contra tudo e contra a crise
Se temos IVA a 23%? Se o IMI vai subir? Se o IRS vai sofrer alterações de escalões? Tínhamos Ota e Alcochete, TGV e pontes, não era? Isso é o preço que agora temos de pagar pelos nossos exageros consumistas, alimentados por um sistema politico voltado para dirigir pela fotografia ao contrário do que deveria ser feito. Estávamos a viver acima das nossas possibilidades e ninguém nos alertou? Mas agora devemos cobrar isso aos nossos governantes, passados, presentes e futuros, por nos terem alimentado essa vaidade. Sabiam e sabem que não seria possível a melhoria dos padrões de vida sem ser de forma sustentada. Crescimento apoiado em balão cheio de ar, sabia-se que era até rebentar. Mas, mesmo sabendo disso não fizeram nada para contrariar essa tendência.
A estagnação da economia está firme como lapa em rocha em maré cheia. Todos os esforços para dominar a crise económica têm sido votados ao fracasso. Todas as boas intenções e iniciativas do Governo têm-se revelado inúteis. Todos as medidas reveladas como estruturantes são afinal avulsas. O Governo aparentemente cheio de iniciativas e apregoando saber qual o caminho que Portugal tem de tomar, anda à deriva, sem saber qual o Norte nem para que lado fica a costa, arrastando consigo todos os sectores da fragilizada economia portuguesa.
Agora mais do que chorar sobre a crise que temos, pelo Governo que não temos, pelo que deviam de fazer pelo País e que não fazem, os gestores das empresas de topo nacional, os grandes e importantes empresários portugueses, aqueles sectores importantes da industria nacional, produtiva e transformadora, deveriam de uma vez por todas deixar de ouvir os noticiários, deixar de ouvir as vozes clamando pela catástrofe iminente, a ficarem estáticos a olhar para o fundo do precipício calculando se a queda vai ou não grande, devem parar para pensar, ignorarem tudo o que se relaciona com economia nacional e duma vez por todas, assumir a importância das suas posições assumidas perante a sociedade civil nacional e partir para a procura de novas oportunidades de negócios, com inovações e parcerias nacionais ou mesmo internacionais, buscar no íntimo da nossa nacionalidade aquela chama que nos é peculiar. Abandonar de vez o triste fado que carregamos e olharmos para o espaço europeu como uma oportunidade e um desafio, não como um pesadelo ou castigo que não queremos ter.
Ao invés de clamarem pela “teta” do Estado, terão de assumir a que chegou a altura de sair debaixo das saias da República que atrofiam os ideais inovadores, libertarem-se do proteccionismo que os prendem e inibem, devendo ser os motores impulsionadores da sociedade civil e que devem estar votados para o desenvolvimento, que são verdadeiramente meio para fazermos a marcha atrás necessária para sairmos da beira do abismo.
Mas não, se o Governo não faz nada, os empresários do Sistema não se mexem, estão sempre na espreita das migalhas fáceis que possam cair do Orçamento do Estado, a repartir entre si as Obras estruturantes e emblemáticas do Sistema, quando podiam estar a amassar o bolo que iriam banquetear toda uma sociedade civil, carente, depauperada e desiludida.
Um apelo deve desde já começar a surgir, deixem a economia nacional para o Governo e para os políticos que dela vivem, pois eles não sabem fazer mais nada para além dos disparates que estamos a sentir nas nossas carteiras. Deixem a crise para esses mesmos parasitas que sustentamos, que têm a obrigação, o direito e o dever moral (se é que ainda lhes resta algum?), de endireitar tudo aquilo que torceram, partiram e danificaram nas estruturas económicas e sociais do nosso Portugal.
Aos empresários, gestores e à sociedade civil em geral compete-nos trabalhar todos os dias, exigindo sim com veemência o respeito pelo trabalho de todos, o controle rigoroso dos impostos que pagamos e os sacrifícios que sofremos para cobrir os despesismos dum sistema politico.
Aos gestores públicos, das empresas que nos trazem algum conforto diário, o mínimo exigível será o rigor na aplicação das receitas resultantes das cobranças efectuadas pelos serviços que prestam, tornando-se realistas face à conjectura que o País atravessa, pois continuo a achar ser possível baixar o preço dos serviços prestados, sem diminuição da qualidade, com base numa gestão centrada na racionalização de custos.
O Governo tem o direito de assumir a efectiva gestão dos dinheiros públicos, racionalizar gastos e despesas, deixando os emblemas fotogénicos à margem, mostrando com exemplos tudo aquilo que querem exigir aos Portugueses. Mostrando que sabe quão doloroso são as medidas que quer implementar e respeita os sacrifícios que pede a todos. Aos altos quadros da Justiça e do Estado, dos sectores políticos devem acabar com as mordomias pornográficas e as retribuições indecentes, deixando de lado uma vaidade tacanha e saloia, criando para si um sistema de retribuições justas e adequadas ao pequeno e pobre País que somos, devidamente escalonadas ao nível de vida da sociedade Portuguesa.
Também os negócios empresariais devem ser devolvidos aos empresários, que continuam a ser o principal sector a ter em conta para o real desenvolvimento da Nação, devem ser o objectivo principal a atingir e deixar a politica para os políticos, tomar o futuro e o destino em nossas mãos, com sacrifício para todos imposto pela classe política é certo, mas garantido certamente aquilo que nesta altura ninguém assegura, o nosso Futuro.
E se alguém pode assumir o rumo são efectivamente os gestores privados, dando exemplos reais como se pode e deve obter o que de melhor existe no povo português, a capacidade para trabalhar, repartindo com justiça os proveitos obtidos pelo empenho e dedicação que a classe trabalhadora consegue pôr no desempenho profissional. Não será certamente a explorar vergonhosamente o trabalho de outrem, pagando miseravelmente que se vai exigir empenho, sacrifício e dedicação, pois isso tem reflexos negativos na sociedade. Se os gestores devem ser remunerados pelo seu desempenho, os trabalhadores que os mantém devem ter o seu trabalho recompensado com dignidade.
Vamos todos desligar-nos das noticias negativas e que nos desmoralizam diariamente tirando-nos toda e qualquer vontade de fazer alguma coisa para o nosso bem-estar. A classe produtiva irá esforçar-se por trabalhar mais e melhor, com melhor qualidade, os gestores a trabalhar por novas oportunidades e lutando por garantir um bom desempenho de gestão, os jornalistas falarem mais dos sucessos que acontecem todos os dias e deixarem os políticos com eles próprios, no fim de contas somos nós trabalhadores e sociedade civil em geral que os sustentamos.
Se temos de trabalhar para engordar a classe política, então trabalhemos afincadamente e com fervor redobrado … podem ter o nosso sangue e suor, mas não hão-de ter as nossas lágrimas.
quarta-feira, 25 de agosto de 2010
A Economia cresce?
O que não consigo compreender são as razões para tais agravamentos, pois se congelaram os salários na função publica, cortaram nas prestações sociais, encerraram escolas e centros de saúde para evitar despesas desnecessárias, como é que as despesas publicas aumentam? Acho que a ocultação da verdade está patente nas notícias que são transmitidas ao publico.
Se a despesa do Estado sobe, as nossas exportações diminuem, as importações disparam para valores enormes e a economia cresce… há aqui factores que não estão a dar resultados certos, sendo a economia uma ciência exacta tal como a matemática. Ou isso, ou as parcelas que compõem as contas são de outras equações…
Duma vez, para quando a verdade sobre a real situação nacional ou vamos ter de esperar pela divulgação de um relatório das agências de rating que nos venham dizer que Portugal não tem nem vai ter condições para pagar a divida externa?
Só com a coragem de enfrentar a verdade da economia nacional bem de frente, se poderá pedir o esforço para ultrapassar as dificuldades. Com exemplos dos dirigentes politicos, o Povo assumia com esforço e determinação quais os objectivos a atingir.
Agora, com facilitismo de esquerda, sem sentido de Estado nem orgulho nacional, com a impunidade democrática pelas asneiras cometidas em proveito próprio e lesivas dos interesses publicos, que esforços vamos ainda pedir a um Povo descrente nos seus dirigentes?
Sim, porque o que se fala nos cafés e grupos de amigos não chega nem ao de leve aos ouvidos dos nossos governantes, ou então não são filhos de boa gente.
sábado, 21 de agosto de 2010
Josefa, a bombeira
Este texto é de autoria de FERREIRA FERNANDES, in Diário de Notícias
* Josefa a bombeira*
"Josefa, 21 anos, a viver com a mãe. Estudante de Engenharia Biomédica, trabalhadora de supermercado em part-time e bombeira voluntária. Acumulava trabalhos e não cargos - e essa pode ser uma primeira explicação para a não conhecermos. Afinal, um jovem daqueles que frequentamos nas revistas de consultório, arranja forma de chamar os holofotes. Se é futebolista, pinta o cabelo de cores impossíveis; se é cantora, mostra o futebolista com quem namora; e se quer ser mesmo importante, é mandatário de juventude.
Não entra é na cabeça de uma jovem dispersar-se em ninharias acumuladas: um curso no Porto, caixeirinha em Santa Maria da Feira e bombeira de Verão. Daí não a conhecermos, à Josefa. Chegava-lhe, talvez, que um colega mais experiente dissesse dela:* "Ela era das poucas pessoas com que um gajo sabia que podia contar nas piores alturas."*
Enfim, 15 minutos de fama só se ocorresse um azar... Aconteceu: anteontem, *Josefa morreu em Monte Mêda, Gondomar*, cercada das chamas dos outros que foi apagar de graça. A morte de uma jovem é sempre uma coisa tão enorme para os seus que, evidentemente, nem trato aqui. Interessa-me, na Josefa, relevar o que ela nos disse: que há miúdos de 21 anos que são estudantes e
trabalhadores e bombeiros, sem nós sabermos.
Como é possível, nos dias comuns e não de tragédia, não ouvirmos falar das "Josefas que são o sal da nossa terra?"
*Por FERREIRA FERNANDES, Diário de Notícias*
Ela é um exemplo a ser seguido, vamos dar-lhe um minuto de atenção
e honrar a sua memória!!!
domingo, 8 de agosto de 2010
Islão ou fanatismo?
Um ataque cruel e sanguinário a uma coluna humanitária composta por médicos e enfermeiros, de diferentes nacionalidades mas maioritariamente americanos.
A reivindicação deste bárbaro massacre foi efectuado por Talibans, esses cruéis combatentes, violentos e sanguinários que se escondem sob a capa do Islão, na sua forma mais radical.
Não questiono a legalidade da sua luta para a libertação do seu pais, pois todos os povos têm direito a viver sob uma bandeira, num país e com determinado regime, é essa uma das bases das democracias ocidentais.
É de facto condenável o ataque a civis mesmo que estranhos em terras estrangeiras, que certamente fazem o seu melhor em prol de outros civis, inocentes desprotegidos e vitimas de um conflito indefinido de interesses.
Agora o que acho deveras preocupante é um pequeno excerto da reivindicação onde os acusava de serem “cristãos”.
Quando sabemos que o conflito entre os países islâmicos e o Estado de Israel tem por base as intolerâncias religiosas e poderio militar israelita, sabendo o que provoca nas populações indefesas e vitimas inocentes dum conflito onde os que mais beneficiam não se envolvem directamente nisso.
Passando esta luta para a esfera esotérica, o facto de serem ocidentais e cristãos e como tal passíveis de serem chacinados cruelmente, deve fazer pensar os dirigentes das democracias ocidentais sobre o que fazer com os crescentes núcleos islâmicos que crescem e proliferam em todos os países ocidentais. Estes mesmos países que criam estruturas e aprovam as liberdades religiosas a todos os seus cidadãos, estão “a alimentar a fera que os há-de devorar”.
Baseados num crescente fanatismo religioso, imbuídos de intolerância para com outras ideologias, elas põe a nu as fragilidades da nossa sociedade, para eles as democracias ocidentais são estátuas de bronze com pés de barro.
Mesmo nos países amigos do Ocidente será que é admissível professar a religião cristã? É que nem sequer ponho a questão sobre o Judaísmo. Contudo, nos nossos países existe essa partilha dos mesmo espaços, com incidentes pontuais manifestando o crescente ódio entre religiões que afinal têm em comum a sua origem.
O que nos obriga a tolerar nas nossas casas pessoas que pretendem, seja a bem ou a mal, converter-nos a uma religião que não queremos?
A reciprocidade de tratamento, não é um direito democrático nem cristão, mas deverá ser uma exigência politica, para desenvolver e adequar as nossas democracias aos povos que querem vir para os nossos países e não respeitam quer o nosso modo de viver, nem a nossa evolução enquanto seres humanos.
Recordo uma questão levantada pelos mídia franceses sobre a questão da proibição do uso das burkas pelas mulheres muçulmanas. Porém, ninguém abordou o facto que todas as mulheres ocidentais são obrigadas a usar essa indumentária durante visitas aos países islâmicos.
Porque não existem vozes mais fortes sobre o tratamento a que as mulheres muçulmanas estão sujeitas, para além de uns tímidos sussurros?
Porque é que temos de insistir no cumprimento escrupuloso das regras a que nos impusemos e que com elas desenvolvemos uma sociedade e não nos revoltamos com o tratamento que esses mesmos povos nos dão?
Ou estamos reféns desses povos e subsequentemente subservientes à sua vontade, ou ainda não conseguimos aprender nada com a “Crise do Petróleo de 1973”.
É necessária rápida e urgentemente uma mudança nas bases da nossa civilização, reforçando-as e consolidando-as, para que a nossa “estátua de bronze” não se desmorone por falta de pés.
Os princípios das democracias ocidentais estão a precisar de reforma, ou isso ou aceitamos de boa vontade uma conversão ao Islão.
sábado, 7 de agosto de 2010
Dinheiro mal gasto
A linha de Sintra sofreu uma modernização quer de vias, quer de sinalização, quer ainda pela remodelação das estações, a segurança dos passageiros bem como as composições novas que substituíram as velhinhas UTE. Foram feitas as obras que aquela Linha há muito necessitava. Ora bem, não vamos questionar o preço das obras, porque com o desmembramento das empresas públicas em empresas de capitais mistos serve para desviar do Tribunal de Contas a supervisão de algumas obras de cariz público, mas efectuadas pela esfera privada com dinheiro dos contribuintes. Mas isso é a continuação da outra história…
O que quero falar é sobre as composições novas, UQE, que foram encomendadas e fornecidas como se para um país frio se tratasse. Vinham com umas minúsculas janelas e sem insuflação de ar fresco, nem climatização. Em dias mais acalorados era ver os passageiros a sofrer com falta de ar ou mesmo com perca de sentidos pelo ambiente sufocante existente no interior das composições. A climatização tinha sido considerado um investimento supérfluo, daí dispensável. O que é certo, actualmente todas estas UQE dispõem de climatização, algumas desde o fabrico, outras por incorporação desse “extra”. Quem pagou?
As composições começaram a circular e verificou-se que o movimento das composições provocava demasiado barulho, apesar de construídas segundo os mais modernos padrões tecnológicos, provocavam mais ruído ambiente do que as velhinhas UTE. Solução? Cobriu-se toda a extensão, ou quase, com painéis de isolamento sonoro, que além de evitar a propagação sonora, arranjou uns quilómetros de superfície para pinturas e grafittis. Claro que quem mora junto da via férrea ficou enclausurado, mas isso não será problema por causa da ditadura de “quem manda pode”. Quem pagou?
Agora pode perguntar-se se era ou não necessário? Claro que era, naquelas circunstâncias era absolutamente necessário, porquanto o alargamento das vias, com a duplicação da via dupla existente, as varandas dos moradores junto da via férrea ficaram mais próximas dos comboios. Mas o que se pode também perguntar , se no inicio das decisões para a aquisição do material circulante não foi levado em linha de conta as composições de 2 pisos, que foram retiradas ou com circulação reduzida na Linha de Sintra, dotadas desde o inicio com climatização, mais lugares sentados, menos ruidosas e mais confortáveis para os passageiros e além do mais passavam pela via quase sem se dar por isso.
Quem ganhou com a opção daquelas composições? E quem ganhou com a instalação dos painéis de isolamento sonoro, numa obra que demorou 3 ou 4 anos a concluir, isto se actualmente estiver concluído…
Para evitar comparações por parte dos utentes, esses comboios foram retirados da Linha de Sintra, ou existirá a desculpa das razões de exploração e funcionamento. E então pelas mesmas razões não seria de considerar um só tipo de composição, diminuindo peças sobresselentes em armazém, e tornando mais polivalente as interligações entre ramais e linhas do distrito de Lisboa. A pergunta mais lógica, alguém prestou contas dos erros de opção? Ou alguém se justificou pelos gastos adicionais por uma opção errada? Errar é humano, mas colocar as culpas em alguém…é de politico.
domingo, 1 de agosto de 2010
"El Dorado"
Os nossos políticos estão a enganar despudoradamente aqueles que mais necessitam e que têm como ultimo recurso a emigração. Ultimo e por vezes mesmo, o único.
O engano começa logo no país de origem, quando por força dos elevados índices de desemprego, os empresários e administradores das empresas quase que forçam o aceitar das condições que impõem, por vezes ultrajantes. Os salários praticados quase que não justificam o sofrimento do afastamento e a ausência da família. Mas a espada está sobre a cabeça e prestes a cair e a opção só uma, aceitar.
Depois vêm as condições de alojamento, armazenados nos estaleiros, muitas vezes em contentores adaptados a dormitórios, precariamente ou nem tanto, mas sempre em estado de reclusão, durante a semana detidos, para gozar uma precária saída durante o Domingo, sim porque por estas bandas o sábado é dia útil. Quando no país de origem a legislação obriga a cumprir 40 horas de trabalho semanal, por estas bandas são 45 ou mais horas semanais, sem que para isso haja a devida compensação.
As condições de deslocação contemplam normalmente a alimentação, em diferentes formas, sendo o comummente utilizado o refeitório compartilhado por todos, onde a confecção e as condições adjacentes quer de variedade quer de qualidade dos bens alimentares faz lembrar os restaurantes indianos nas zonas pobres de Bombaim.
As empresas gerem e manipulam a seu bel prazer os custos e fixam os objectivos da rentabilidade da sua exploração na diminuição de despesas e controle de custos.
A alternativa será ficar a trabalhar e receber um salário miserável que não paga uma prestação da amortização do crédito de aquisição da habitação, então as opções não são muitas.
Como sempre os investimentos são para serem suportados pelo Estado, tal como na origem da nossa nacionalidade, as grandes empresas querem e só pensam viver na sombra das Obras garantidas pelo Estado.
Mas o “El Dorado” tem outra designação “Obras Públicas”, ou satirizando “a teta do Estado”. Isto quando o Estado aceita pagar, quando e como quiser, pois quando tal não acontece cria e acrescenta mais dificuldades naquele rectângulo perdido no cantinho da Europa, eis senão as altas instâncias da Nação a caminhar amiúde e apressadamente para efectuar estas cobranças difíceis, suportadas em primeira instância pelo Governo nacional.
As condições de trabalho são muito abaixo dos níveis mínimos de segurança exigidos pelo País de origem.
Depois a insegurança reinante e a criminalidade crescente, associado a uma população nativa sem rendimentos, criam as situações ideais vitimizar os expatriados, sem direitos legais reconhecidos e não bastas vezes também ilegais.
A criminalidade é deveras violenta, num canto do Mundo onde a vida humana tem baixo valor, quer moral, quer económico. Dos assaltos diários e constantes aos dois portugueses mortos num bairro pobre dos arredores da capital, na zona dos Estaleiros das empresas de construção, mas ninguém alerta para os perigos que enfrentam durante o dia e que se agravam durante a noite. Aqui nada do que parece o é.
Acresce a tudo isto, a falta de mão de obra para ser explorada , com características de subserviência, disciplina e de dedicação ao trabalho, tão do agrado dos nossos empresários. O absentismo laboral é soberano por estas terras, não importa quais os níveis de instrução ou cargos desempenhados.
A possibilidade de trabalhar legalmente é dificultada por legislação ambígua, sujeita a alterações constantes e proporcionadora de rendimentos elevados por via da influência exercida, quer pelo cargo ocupado ou por via do conhecimento directo ou indirecto, são mais um obstáculo para esses novos emigrantes, que se vêm num país distante e que os trata como minorias raciais e traficantes das riquezas naturais existentes por aqui. São ainda os representantes dos colonos, culpados por tudo o que de mau existe por estes lados. Depois de 35 anos de independência ainda não estão a conseguir libertar-se das grilhetas do colonialismo português, ou talvez não interesse…
Mas agora olham para este país como se fosse o “El Dorado” como salvação de todas as crises que atravessamos, mas deixaram passar por debaixo do nariz a criação de condições para que o nosso país e a Comunidade Europeia se tivessem colocado em posição dominante ao invés da China. Quer os banqueiros que agora correm para estes lados, quer os empresários e também a classe política na sua generalidade, não tiveram a destreza nem a coragem de assumir a liderança do apoio a um país a apelar desesperadamente por ajuda.
Valeu que um país sem tradições coloniais mas com uma vontade extrema de se tornar uma potência colonial, associada a um capital disponível em excesso , ofereceu a troco de um verdadeiro “negócio da china” e ocupou por estas bandas e arredores um papel de parceiro importante e vital.
E ficou o puxão de orelhas para todo o mundo!
E agora chegam aos magotes e a pedir a todos os santinhos do altar, o perdão pela sua grande falta de destreza e de uma visão limitada no horizonte.
E colocamo-nos ainda mais a jeito ao mendigar um acesso que podia ter sido adquirido de forma transparente, salvaguardando interesses e mantendo uma posição de igualdade, estreitando as relações institucionais entre os povos, que quer queiramos quer não estamos ligados pela língua, cultura e a vida em comum ao longo dos tempos.
Subsequentemente somos servidos com os restos do festim onde os outros se banquetearam e para sobreviver, os nossos dirigentes e empresários continuam a esmiuçar os pobres e desprotegidos trabalhadores, aliás coisa a que estamos habituados (a ser “esfolados” pelos governantes e políticos!).
Mas o “El Dorado” foi chão que deu uvas, pois chegámos tarde, mais uma vez!
domingo, 25 de julho de 2010
Política Mundial
Longe das vagas das teorias da conspiração que pululam na internet, podemos contudo começar por pensar que poderá não ser assim como nos contam.
As verdades escritas da história dum passado muito longe de estar esquecido, estão recheadas de factos que provam a demência daqueles que por vezes são colocados na mais alta cadeira do poder, com resultados trágicos para a Humanidade.
Vamos levantar as questões que eu acho pertinentes.
• Quais os verdadeiros interesses que estão por detrás das intervenções militares no Afeganistão e Iraque? Porquê passados quase 10 anos ainda não se vislumbra uma qualquer solução no horizonte?
• Será que os atentados de 11 de Setembro o foram na realidade, ou apenas um meio para uma expansão imperialista de modo a controlar interesses estratégicos dos poderosos grupos empresariais e económicos?
• Porque será que as intervenções efectuadas ao abrigo de acordos bilaterais e internacionais para a erradicação da produção de drogas, depois de quase 25 anos ainda não têm qualquer efeito prático sobre o comércio dessas substâncias, antes pelo contrário?
É preciso lembrar que o comércio mundial de drogas é o mais rentável, logo a seguir à venda de armamento. E o petróleo continua a ser a força motriz de grande parte dos conflitos no mundo.
Porque não aparecem nos meios de comunicação social vozes discordantes com o politicamente instituído, ou estamos já sintonizados para funcionar segundo a mesma frequência?
O colapso da antiga União Soviética veio criar um vazio politico que foi aproveitado pelo governo dos EUA para alongar a sua esfera de influência. Agora estamos todos no quintal dos governantes e empresários americanos, não para partilhar do tão apregoado sonho, mas para entregarmos o que de bom temos para dar, a bem ou a mal, e receber o direito a limpar os restos da festa, quer queiramos ou não.
A humanidade nunca esteve tão perto da desumanização, a falta de ideologia e de perspectivas de futuro, o isolamento dentro de si própria, a individualização.
A individualização torna-nos vulneráveis e desprotegidos.
A falta de ideais descaracteriza a evolução humana. Nunca estivemos tão perto de voltarmos aos primórdios da evolução humana, o homem das cavernas.
A união, organização e disciplina entre os povos, os ideais ou os anseios das populações sempre foram os melhores meios para as grandes vitórias.
Lemas como “ O povo unido jamais será vencido”, “Povos de todo o Mundo, uni-vos” foram votados ao esquecimento, mas continuam a estar mais actuais do que nunca. E os interesses pessoais sobrepuseram-se aos interesses colectivos.
segunda-feira, 19 de julho de 2010
"E se Obama fosse africano?"
Os africanos rejubilaram com a vitória de Obama. Eu fui um deles.
Depois de uma noite em claro, na irrealidade da penumbra da madrugada,
as lágrimas corriam-me quando ele pronunciou o discurso de vencedor.
Nesse momento, eu era também um vencedor. A mesma felicidade me
atravessara quando Nelson Mandela foi libertado e o novo estadista
sul-africano consolidava um caminho de dignificação de África.
Na noite de 5 de Novembro, o novo presidente norte-americano não era
apenas um homem que falava. Era a sufocada voz da esperança que se
reerguia, liberta, dentro de nós. Meu coração tinha votado, mesmo sem
permissão: habituado a pedir pouco, eu festejava uma vitória sem
dimensões. Ao sair à rua, a minha cidade se havia deslocado para
Chicago, negros e brancos respirando comungando de uma mesma surpresa
feliz. Porque a vitória de Obama não foi a de uma raça sobre outra:
sem a participação massiva dos americanos de todas as raças (incluindo
a da maioria branca) os Estados Unidos da América não nos entregariam
motivo para festejarmos.
Nos dias seguintes, fui colhendo as reacções eufóricas dos mais
diversos recantos do nosso continente. Pessoas anónimas, cidadãos
comuns querem testemunhar a sua felicidade. Ao mesmo tempo fui tomando
nota, com algumas reservas, das mensagens solidárias de dirigentes
africanos. Quase todos chamavam Obama de "nosso irmão". E pensei:
estarão todos esses dirigentes sendo sinceros? Será Barack Obama
familiar de tanta gente politicamente tão diversa? Tenho dúvidas. Na
pressa de ver preconceitos somente nos outros, não somos capazes de
ver os nossos próprios racismos e xenofobias. Na pressa de condenar o
Ocidente, esquecemo-nos de aceitar as lições que nos chegam desse
outro lado do mundo.
Foi então que me chegou às mãos um texto de um escritor camaronês,
Patrice Nganang, intitulado: "E se Obama fosse camaronês?". As
questões que o meu colega dos Camarões levantava sugeriram-me
perguntas diversas, formuladas agora em redor da seguinte hipótese: e
se Obama fosse africano e concorresse à presidência num país africano?
São estas perguntas que gostaria de explorar neste texto.
E se Obama fosse africano e candidato a uma presidência africana?
1. Se Obama fosse africano, um seu concorrente (um qualquer George
Bush das Áfricas) inventaria mudanças na Constituição para prolongar o
seu mandato para além do previsto. E o nosso Obama teria que esperar
mais uns anos para voltar a candidatar-se. A espera poderia ser longa,
se tomarmos em conta a permanência de um mesmo presidente no poder em
África. Uns 41 anos no Gabão, 39 na Líbia, 28 no Zimbabwe, 28 na Guiné
Equatorial, 28 em Angola, 27 no Egipto, 26 nos Camarões. E por aí
fora, perfazendo uma quinzena de presidentes que governam há mais de
20 anos consecutivos no continente. Mugabe terá 90 anos quando
terminar o mandato para o qual se impôs acima do veredicto popular.
2. Se Obama fosse africano, o mais provável era que, sendo um
candidato do partido da oposição, não teria espaço para fazer
campanha. Far-Ihe-iam como, por exemplo, no Zimbabwe ou nos Camarões:
seria agredido fisicamente, seria preso consecutivamente, ser-lhe-ia
retirado o passaporte. Os Bushs de África não toleram opositores, não
toleram a democracia.
3. Se Obama fosse africano, não seria sequer elegível em grande parte
dos países porque as elites no poder inventaram leis restritivas que
fecham as portas da presidência a filhos de estrangeiros e a
descendentes de imigrantes. O nacionalista zambiano Kenneth Kaunda
está sendo questionado, no seu próprio país, como filho de malawianos.
Convenientemente "descobriram" que o homem que conduziu a Zâmbia à
independência e governou por mais de 25 anos era, afinal, filho de
malawianos e durante todo esse tempo tinha governado 'ilegalmente".
Preso por alegadas intenções golpistas, o nosso Kenneth Kaunda (que dá
nome a uma das mais nobres avenidas de Maputo) será interdito de fazer
política e assim, o regime vigente, se verá livre de um opositor.
4. Sejamos claros: Obama é negro nos Estados Unidos. Em África ele é
mulato. Se Obama fosse africano, veria a sua raça atirada contra o seu
próprio rosto. Não que a cor da pele fosse importante para os povos
que esperam ver nos seus líderes competência e trabalho sério. Mas as
elites predadoras fariam campanha contra alguém que designariam por um
"não autêntico africano". O mesmo irmão negro que hoje é saudado como
novo Presidente americano seria vilipendiado em casa como sendo
representante dos "outros", dos de outra raça, de outra bandeira (ou
de nenhuma bandeira?).
5. Se fosse africano, o nosso "irmão" teria que dar muita explicação
aos moralistas de serviço quando pensasse em incluir no discurso de
agradecimento o apoio que recebeu dos homossexuais. Pecado mortal para
os advogados da chamada "pureza africana". Para estes moralistas –
tantas vezes no poder, tantas vezes com poder - a homossexualidade é
um inaceitável vício mortal que é exterior a África e aos africanos.
6. Se ganhasse as eleições, Obama teria provavelmente que sentar-se à
mesa de negociações e partilhar o poder com o derrotado, num processo
negocial degradante que mostra que, em certos países africanos, o
perdedor pode negociar aquilo que parece sagrado - a vontade do povo
expressa nos votos. Nesta altura, estaria Barack Obama sentado numa
mesa com um qualquer Bush em infinitas rondas negociais com mediadores
africanos que nos ensinam que nos devemos contentar com as migalhas
dos processos eleitorais que não correm a favor dos ditadores.
Inconclusivas conclusões
Fique claro: existem excepções neste quadro generalista. Sabemos todos
de que excepções estamos falando e nós mesmos moçambicanos, fomos
capazes de construir uma dessas condições à parte.
Fique igualmente claro: todos estes entraves a um Obama africano não
seriam impostos pelo povo, mas pelos donos do poder, por elites que
fazem da governação fonte de enriquecimento sem escrúpulos.
A verdade é que Obama não é africano. A verdade é que os africanos -
as pessoas simples e os trabalhadores anónimos - festejaram com toda a
alma a vitória americana de Obama. Mas não creio que os ditadores e
corruptos de África tenham o direito de se fazerem convidados para
esta festa.
Porque a alegria que milhões de africanos experimentaram no dia 5 de
Novembro nascia de eles investirem em Obama exactamente o oposto
daquilo que conheciam da sua experiência com os seus próprios
dirigentes. Por muito que nos custe admitir, apenas uma minoria de
estados africanos conhecem ou conheceram dirigentes preocupados com o
bem público.
No mesmo dia em que Obama confirmava a condição de vencedor, os
noticiários internacionais abarrotavam de notícias terríveis sobre
África. No mesmo dia da vitória da maioria norte-americana, África
continuava sendo derrotada por guerras, má gestão, ambição desmesurada
de políticos gananciosos. Depois de terem morto a democracia, esses
políticos estão matando a própria política. Resta a guerra, em alguns
casos. Outros, a desistência e o cinismo.
Só há um modo verdadeiro de celebrar Obama nos países africanos: é
lutar para que mais bandeiras de esperança possam nascer aqui, no
nosso continente. É lutar para que Obamas africanos possam também
vencer. E nós, africanos de todas as etnias e raças, vencermos com
esses Obamas e celebrarmos em nossa casa aquilo que agora festejamos
em casa alheia.
Nota: Não quis deixar de divulgar esta mensagem que continua tão actual.
ELEIÇÕES JUSTAS E DEMOCRÁTICAS
Vamos exercitar a mente e imaginar a seguinte situação:
Um qualquer Partido tem numa qualquer legislatura maioria absoluta, estabelece com o Presidente da Republica um acordo secreto em que consegue filiá-lo nos quadros do Partido, como tal decide que está na altura e que poderá governar por tempo indeterminado.
Para tal começa por alterar a Lei Eleitoral nos seguintes aspectos:
• Fica vedada à oposição o livre direito de manifestação e de propaganda, sem autorização prévia dos Governadores Civis, que por sinal são todos quadros e militantes do Partido no Poder.
• Criam-se comissões com militantes do Partido em que só eles contam e só eles conferem os boletins eleitorais. A contagem dos votos ao invés de conferidos nos locais onde foram depositados, são transferidos para centros de contagem centralizados nos centros urbanos, cujo pessoal trabalhador foi todo recrutado entre militantes e seus familiares, como se costuma dizer, “dos nossos!”.
• Os Resultados ao invés de serem divulgados em directo, proporcionando espectáculos televisivos, seriam difundidos 1 semana depois.
• Toda a Comissão Eleitoral será constituída por quadros elevados do Partido.
• Aos opositores declarados e reconhecidos como tal pelos nossos militantes deverão ser dificultados em cumprir com o seu direito.
• Entre eleições ficam vedadas as campanhas de informação por parte dos partidos da oposição, os meios de informação e da comunicação social ficam só voltados para as acções do partido no poder.
• A comunicação social só pode elogiar a actuação dos membros do governo e da Assembleia, não pode nem deve tecer comentários negativos, nem pejorativos, excepto se forem dirigidos à oposição.
• Todos os noticiários serão difundidos a partir da estação dirigida pelos quadros do partido no poder, e será emitida em simultâneo em todas as estações, privadas ou não.
• Distribuição de brindes e lembranças, desde bonés e t-shirts, passando por motos, Tvs e automóveis aos membros mais influentes das Freguesias e Colectividades, para valorizar o empenho dos militantes, tudo a ser pago por uma conta existente no Orçamento Geral do Estado.
• Disponibilizar as verbas para o Partido no poder de imediato, e recusar o pagar tardiamente aos partidos da Oposição essas mesmas dotações, e mesmo assim só depois de muitos entraves colocados por via de documentação legal de carácter duvidoso.
Assim seria fácil perpetuar-se no Poder, mas estará de acordo com os padrões exigidos pelas democracias ocidentais?
A verdade é que não existe justiça em eleições efectuadas segundo estes critérios.
Então porque continuam a serem consideradas pela Comunidade Internacional, justas e democráticas as eleições legislativas em Angola?
Será para não criar ondas num parceiro estratégico e de vital importância para Portugal, Europa e os EUA, ou será a hipocrisia democrática a falar?
Lembranças de Tempos Idos
Pois é… na altura chamaram-lhe “ave de mau agoiro”, mas não é que ela tinha razão?
Naquele tempo a austeridade que teríamos de sofrer poderia ser um tanto atenuada, mas não… continuou-se a gastar como se não houvesse fundo no saco. E agora estamos a passar as “passas do Algarve”, só porque não houve coragem de implementar em devido tempo as medidas necessárias para diminuir as despesas.
Sei que é necessário estabilidade governativa para ultrapassar a fase negra em que nos encontramos, mas que confiança nos darão os políticos e toda a classe politica em geral para a resolução dos nossos problemas, e para os quais não fizemos nada para além de vivermos o dia-a-dia?
Não é com mentiras continuadas que nos vão convencer de que estão a tomar as medidas adequadas. Para quando um dirigente politico que nos diga a verdade, sem romancear a real situação do nosso País?
quarta-feira, 7 de julho de 2010
Neoliberalismo ou as tretas do costume.
Pois bem, e perguntamos o que é o neoliberalismo?
Podemos definir o neoliberalismo como um conjunto de ideias políticas e económicas capitalistas que defende a não participação do estado na economia. De acordo com esta doutrina, deve haver total liberdade de comércio (livre mercado), pois este princípio garante o crescimento económico e o desenvolvimento social de um país.
Surgiu na década de 1970, através da Escola Monetarista do economista Milton Friedman, como uma solução para a crise que atingiu a economia mundial em 1973, provocada pelo aumento excessivo no preço do petróleo.
E como se caracteriza o Neoliberalismo?
Os princípios básicos são:
- mínima participação estatal nos rumos da economia de um país;
- pouca intervenção do governo no mercado de trabalho;
- política de privatização de empresas estatais;
- livre circulação de capitais internacionais e ênfase na globalização;
- abertura da economia para a entrada de multinacionais;
- adopção de medidas contra o proteccionismo económico;
- desburocratização do estado: leis e regras económicas mais simplificadas para facilitar o funcionamento das actividades económicas;
- diminuição do tamanho do estado, tornando-o mais eficiente;
- posição contrária aos impostos e tributos excessivos;
- aumento da produção, como objectivo básico para atingir o desenvolvimento económico;
- contra o controle de preços dos produtos e serviços por parte do estado, ou seja, a lei da oferta e demanda é suficiente para regular os preços;
- a base da economia deve ser formada por empresas privadas;
- defesa dos princípios económicos do capitalismo.
(até aqui estão a ver alguma coisa de diferente do que se passa neste iceberg à beira mar plantado?)
Críticas ao neoliberalismo
Os críticos ao sistema afirmam que a economia neoliberal só beneficia as grandes potências económicas e as empresas multinacionais. Os países pobres ou em processo de desenvolvimento (Brasil, por exemplo) sofrem com os resultados de uma política neoliberal. Nestes países, são apontadas como causas do neoliberalismo: desemprego, baixos salários, aumento das diferenças sociais e dependência do capital internacional.
Pontos positivos
Os defensores do neoliberalismo acreditam que este sistema é capaz de proporcionar o desenvolvimento económico e social de um país. Defendem que o neoliberalismo deixa a economia mais competitiva, proporciona o desenvolvimento tecnológico e, através da livre concorrência, faz os preços e a inflação caírem.
www.suapesquisa.com/.../neoliberalismo.htm
Constatem o que é a nossa politica e a diferença entre o que dizem e o que fazem, apesar de sentirmos isso na pele...
terça-feira, 6 de julho de 2010
Rumando ao Passado.
No tempo da definição das nossas fronteiras e consolidação do nosso País, as populações eram as mais sacrificadas quer pelas acções violentas decorrentes dos actos de guerra, como depois eram novamente sacrificadas ao terem de contribuir para o pagamento do foral real. E onde ficava a humanidade no meio disto tudo? Claro, ficava em por aí…
Eram tempos de fome e miséria de grande parte das populações rurais.
Não tinham direito a nada, mas também não tinham nada por direito.
Os tempos passaram, e com isto a sociedade desenvolveu-se para as cidades e ambientes rurais existentes, mas ainda num passado recente e na memória de muitos que a viveram então e que a vivem hoje, acontece de novo. Nos anos não muito longínquos de 1940, este pequeno país e grande parte das suas gentes comia o pão que o diabo amassou, só para viver mais um dia, castigo motivado por acções paras as quais não tínhamos contribuído, mas que as sofríamos amargamente na pele. Perguntem aos nossos idosos de hoje como viviam e o que faziam quando eram crianças… O passado repete-se.
Na reconstrução mundial depois da destruição desses tempos, foram tempos de mudança. Foram? Sim, foram, mas só para alguns, porque neste cantinho perdido da Europa, algures entre a Espanha e Marrocos, nada mudou. Nem naquele tempo, nem agora, 20 anos depois de consolidada a nossa vocação europeia, descoberta por algum imbecil que provavelmente só olhou para as carteiras dos países europeus, sem pensar no realmente importante e necessário para o povo português. Nesses tempos também não foi fácil viver, as perspectivas permanentes de bancarrota financeira, os salários em atraso, as falências, o congelamento da economia… o desemprego, as camadas mais desfavorecidas da população a sofrer mais intensamente o caos social… o passado repete-se.
Não há mal que sempre dure, nem bem que nunca acabe. Ditado popular que esclarece o que se passou nos anos seguintes… até três anos atrás, onde voltámos a viver nos tempos distantes do “era uma vez”, em que os senhores feudais se faziam donos e senhores de tudo que estava na terra. Não somos donos de nada, nem do nosso futuro, que está a depender de acções mais humanas por parte de quem pode e manda, só falta o querer.
Os desempregados de longa duração, que outrora sempre podiam ocupar uma parcela de terreno (se deixassem, claro), e daí obter algum rendimento para o seu sustento, foi substituído por um subsídio de desemprego que depois foi retirado. Alguém pensou que para além dos valores subsidiados existem pessoas? Nunca se pensou naqueles que estando a trabalhar há mais tempo, numa situação onde se tem mais do que certo a substituição por alguém mais novo, possa não existir alternativa? Trabalhadores úteis mas sem qualificações técnicas, motoristas, funcionários comerciais ou industriais, vigilantes, e os idosos reformados… enfim, um sem numero de profissões para as quais não são precisas aptidões especiais, mas que nestes tempos de trevas são os mais desfavorecidos. E é tão fácil retirar os subsídios de que dependem, sem criar alternativas, deixando-os à mercê de… desespero, fome e miséria.
É necessário e em absoluto controlar as contas do estado, como o era num passado mais distante, e sempre foi desde o principio das coisas. Isso não é de hoje, como também não é de hoje o despesismo e a ostentação daquilo que parecemos ser, mas não somos. Não somos nem temos, nem o dinheiro, nem a inteligência de utilizar os poucos recursos que dispomos de maneira mais justa e eficaz. Mais uma vez o passado repetiu-se, como em tantas vezes ao longo da história desta nação, que faz com que esta, ao contrário das outras espécies, não evolua em direcção ao futuro, mas rume directamente ao passado.
domingo, 4 de julho de 2010
Racismo
sábado, 3 de julho de 2010
Globalização é uma treta!
Existe uma verdade, e só uma! Agora uma notícia pode transformar uma verdade numa mentira, condicionando desse modo o julgamento dos leitores ou ouvintes.
Vamos por partes, actualmente muito se fala do aquecimento global, do degelo das zonas do Árctico, da Antárctida, da subida do nível dos oceanos. Pergunta-se, que verdade está associada a este facto? Será que é verdade esta situação ou estaremos a ser condicionados para a aceitar como verdade, se possibilidade nem meios para a questionar?
Outra situação recente foram as pandemias anunciadas e que levaram o caos a todo o mundo e …, flop… deu em nada, as gripes A (H1N1) e das aves(H1N5), segundo noticias seriam da mesma estirpe, e que causaram menos vitimas do que as gripes tradicionais e sazonais. Ou teria sido uma mera orquestração por parte dos grandes grupos farmacêuticos para vender vacinas em todo o lado e que agora vão ser destruídas por não terem uso? Nesse capitulo considero a OMS, e a ONU em ultima instância, as grandes culpadas por terem sido cúmplices numa vergonhosa e agressiva campanha de vendas, em que as principais vitimas foram aqueles que pouco ou nada têm. Que verdade se esconde atrás destes embustes descomunais?
Outro aspecto a considerar, o armamento que faz a diferença entre países poderosos e aqueles que ficam subjugados. Digam uma razão porque hão-de países como os EUA, Rússia, Israel, Grã-Bretanha, França, Alemanha, entre outros, possuírem armamento táctico nuclear, e seja condenável a outros a cesso a este mesmo tipo nefasto de armamento? Também poderá ser considerado desenvolvimento tal como o foi em 1945, quando da utilização atómica para fins de destruição maciça.
Será que se justifica as intervenções armadas em países inóspitos e sem recursos naturais, só porque é necessária uma retaliação a grupos terroristas? Mas quem são os terroristas e como julgá-los como tal?
Segundo o conceito após o 11 de Setembro, que todo o movimento ou organização que lute contra o poder instituído é considerado terrorista. Este é um critério duvidoso, um qualquer movimento de rebelião armada contra um qualquer governo ao abrigo deste conceito será considerado terrorista, e nunca um movimento de libertação. Foi pura e simplesmente retirado o direito a qualquer povo de se rebelar contra o poder instituído.
Porque será que países como a China, Índia ou Brasil ou mesmo o Japão, vêm os seus programas espaciais condicionados por muitos boicotes ou dificuldades criadas artificialmente quando as potências espaciais da actualidade não as tiveram? Não é obstrução ao desenvolvimento?
Então porque se estrangula o direito ao desenvolvimento das nações em vias disso, forçando-as a aceitar uma globalização que não lhes é benéfica? Os acordos mundiais do Comércio é disso exemplo, a liberalização do comércio só irá beneficiar as potencias detentoras de capacidade de produção tornando as nações pobres mais pobres. Também não são obstáculos ao desenvolvimento?
Porque será que os países mais pobres são geralmente fornecedores de matérias primas não transformadas, sendo exportadas para os ditos países ricos a preços exorbitantemente baixos, para depois os adquirirem manipulados ou manufacturados a preços exorbitantemente altos?
Porque não se pensa em globalização e colocar todos os habitantes deste planeta em situação de igualdade, com a mesma qualidade de vida? Qual será a razão que sustenta o continuo apoio a países cujos governantes são descaradamente corruptos, e não se forçam a aplicar os benefícios em prol das populações desprotegidas? Ou será porque essa corrupção beneficia alguns dos países pais de toda a democracia?
Longe de mim estar a alimentar teorias da conspiração, mas ao observarmos as desigualdades existentes nas vidas humanas, das diferenças entre condições de vida, pergunta-se por onde andam e o que fazem as organizações mundiais?
Sabemos que algumas das regiões mais pobres deste planeta, são os mais ricos em recursos naturais, e então porque têm as suas populações tão desprotegidas e desamparadas?
O acesso ao medicamento, para cuidados básicos e que tanto sofrimento poderiam evitar, estão sujeitos a regras que só beneficiam grupos farmacêuticos e os países que os sediam, que a coberto de uma lei de propriedade industrial, privam outros seres humanos ao seu acesso? E neste caso a OMS faz o quê? Se não deixam que outros países produzam esses medicamentos porquê mantê-los a preços incomportáveis para 75% da população mundial? É sabido que essa fatia enorme da população mundial tem muito menos de 100USD para sobreviver durante um mês.
Não estou contra a defesa de interesses financeiros, estou contra o abandono e a exploração de grande parte da humanidade indefesa, só com o fixo objectivo do lucro e poder. Onde entra a humanidade nisto?
A tão apregoada solidariedade não passa de mais um argumento no politicamente correcto, um meio de proporcionar um retorno esperado com acréscimo de vantagens e de lucros. Não passa de empréstimo com retorno acrescido de juros altos.
Para a grande maioria dos governos deste mundo, as populações são mera estatística e sem valor, só sendo considerados um custo. E a vida humana não tem preço.
Onde estão esses governos a lutar pelos legítimos anseios e esperanças das populações que representam?
Uma larga fatia das populações africanas depende duma agricultura de subsistência, sem meios nem apoios para desenvolver uma produção equiparada aos países desenvolvidos. Mas são estas mesmo populações que sofrem mais com as consequências das acções humanas nos países desenvolvidos, cuja acção conhecida como uma das principais causas do apregoado aquecimento global. E que contribuíram os países pobres para tal? Mas sofrem mais do que os outros, sem qualquer apoio de organizações mundiais que desviam o olhar noutras direcções, alertando para factos bem distantes desta realidade que afecta muitos milhões de seres humanos.
Ou não será esta acção uma tentativa de criar um governo mundial dominado pelos países mais ricos e poderosos, subjugando todos aqueles que não conseguem e nem lhes deixam ter voz?
A humanidade caminha a passos largos para a desumanização, sem filosofia de vida nem rumo, a não ser o poder do vil metal. Se não há solução viável, é melhor começar a pensar em acabar com tudo.
Por tudo isto, a globalização é uma treta.
Que pensar?
Uma pergunta, alguma vez a GALP apresentou prejuizos globais nos finais dos exercícios? Ou será uma nova maneira de extorquir o povinho? Acho que este aumento é mais um roubo descarado tolerado por um governo desgastado e sem autoridade, sem vontade de dirigir os designios da nação, e que deixa o nosso País à mercê deste bando de ladrões que dominam a nossa classe politica.
quinta-feira, 20 de maio de 2010
TEMPO PARA ESTÓRIAS
Vamos começar pelo principio, sendo assim que se deve começar tudo o que se faz na vida, e neste caso, pelas abelhinhas e florezinhas. Então comecemos:
Era uma vez, um jardim à beira mar plantado, lindo e prazenteiro, cujas fragrâncias impregnam o ar de aromas diversos. Era um jardim feliz.
Um dia, e nestas histórias surge sempre um dia em que colocaram alegres colmeias, pintadas de diferentes cores, rosa(PS), laranja(PSD), azul(CDS-PP), vermelho(BE), e por último, vermelho e verde(PCP - Os Verdes). Por falta de tinta, (indecisos e abstenções), uma colmeia ficou sem pintura, mas servia igualmente para estar diferenciada.
Estando vazias, o nosso agricultor decidiu que as colmeias tinham de ser habitadas e tratou de as povoar com abelhinhas, insectos coloridos de amarelo e preto, e dos quais se esperaria as diferentes polinizações e consequente reprodução botânica, e por fim, obter-se algum do fino, doce e delicado mel, para glorificação de todo o jardim.
As primeiras voavam em redor das ultimas, e delicadamente vão penetrando e saindo, num gracioso e ritmado movimento de vai e vem, no interior da dita cuja. Agitam os estames e recolhem o pólen, para com ele produzir um gostoso, doce e suave mel .
Dia após dia, as alegres abelhinhas, felizes nas suas vidas mundanas, vão recolhendo o delicado ingrediente que as flores tão generosamente lhes vão oferecendo.
Mas, também nestas histórias aparece sempre uma altura em que mesmo no Paraíso tudo muda, e na colmeia rosa, para além das abelhinhas, apareceu uma colónia de vespas (Governo), parecidos com as abelhinhas igualmente de amarelo e preto, mas sem qualquer espécie de pudor ou vergonha, destinadas a viver à conta da labuta esforçada das abelhinhas.
Claro, que estes insectos malévolos, comiam tudo à sua volta, e como se não chegasse, começaram igualmente a comer nas demais colmeias. Desde que houvesse mel, era de fartar vilanagem.
As vespas, com o apetite voraz tão característico das espécies malévolas, rapidamente esgotaram as reservas existentes nas colmeias.
E a abelha rainha, líder das vespas vorazes, continuava a incentivar as abelhinhas a produzir mais mel, com promessas de fartura alimentar para todos, embora com a continuidade das acções, as abelhinhas acreditassem cada vez menos. Expressões enganosas, caluniosas ou mesmo angelicamente malévolas eram aplicadas continuamente, só para um objectivo, os nossos poderem comer o mel todo.
O jardim na beira do mar plantado, continuou o mesmo, com as abelhinhas alegremente a produzir o delicioso produto do seu trabalho, que as vespas no seu apetite desmesurado, sugavam na totalidade, deixando as abelhinhas no limiar da mingua de alimento.
Mas chegou um dia, e sempre aparece um dia em que muda tudo, um vento seco e prosaico vindo de oeste, despertou nas vespas uma fome descomunal. Uma vez que as colmeias não tinham mel, saltaram para o jardim, e começaram elas próprias a comer as florezinhas.
Depois chega a perversão, e em vez de uma alegre abelhinha, vem o enxame de vespas, e numa orgia despudorada, sugam as desprotegidas e desamparadas florezinhas até ao tutano.
Mas esta estória não tem final feliz, e o esperado aconteceu. As vespas reproduziram-se, e propagaram-se a todas as colmeias, qual praga, aguardando uma oportunidade de poderem sair dela e comer o que resta do outrora jardim lindo e prazenteiro, na beira do mar plantado.
E o jardim na beira do mar plantado já não está feliz.
Assim o outrora alegre e feliz, está murcho e seco, votado ao abandono, porque o jardineiro enxotado pela voracidade das vespas decidiu que enquanto estas habitarem na colmeia, não vale a pena cuidar do jardim.
Como somos inteligentes, podemos tirar daqui lições para a vida.
Podemos colocar os nomes que quisermos, porque os resultados vão ser sempre os mesmos.
E para mudar, não basta querer!
sexta-feira, 14 de maio de 2010
Pois bem, aí está a crise alapada no seio das nossas vidas. Aumentos de impostos generalizados, IRS, IVA, diminuição das prestações sociais, Impostos especiais, tudo, mas tudo a incidir sobre uma classe trabalhadora sugada até ao tutano.
Desde 1974 que vivemos permanentemente em crise, desde as crises de valores morais e éticos até à crise económica.
Mas as opções para combate às crises foram sempre as mesmas, aumentos contributivos da classe trabalhadora. Esta mesma classe que não tem meios para se evadir aos pagamentos, e que está sempre subjugada e controlada.
Nunca, mas nunca foram pedidos esforços suplementares ou extraordinários a uma classe politica e que absorve grande parte da riqueza nacional.
Vejamos, esta situação aflitiva em que nos encontramos, as soluções passam pelo mesmo de sempre. Mas também podia ser acrescida da supressão total dos pagamentos de prémios de desempenho dos gestores das empresas públicas e participadas, e desse modo tentar amenizar os custos fixos das famílias, baixando as contas da água, electricidade, TV, entre outras. Igualmente a classe política poderia reformular os seus gastos, reduzindo os apoios estatais aos partidos políticos, grupos parlamentares e Assembleia da República, a Casa Civil da Presidência da República, e esta própria.
O sustento de três ex-Presidentes da Republica, bem como os encargos complementares a que têm direito, deveriam ser objecto de uma profunda reflexão sobre a sua real necessidade, no actual contexto da Politica internacional.
Os institutos de carácter duvidoso e fundações que não se sabem para que servem, teriam igualmente as suas verbas reduzidas ou canceladas.
Os grandes pensionistas, que recebem reformas chorudas e acumuladas pelos desempenhos em tantas outras empresas do estado, seriam limitadas ao maior valor, deixando de acumular rendimentos de diferentes proveniências.
À banca, que tanto contribuiu para este défice, seria pedido um esforço no sentido de ajudar a controlar as contas públicas, com o agravamentos das taxas de IRC a que estão sujeitas.
Ao Executivo governamental, esse teria de ter em atenção aos gastos e receitas, de modo a manter os deficits controlados, assumir a verdadeira responsabilidade pela actual situação. A eliminação das despesas desnecessárias do estado, e acabar com o sugar da teta sem pinga das Finanças Públicas, tendo como ponto de partida o maior respeito pelos dinheiros públicos.
Deste modo, os esforços seriam repartidos por todos. Tirar mais 10€ a quem não consegue fazer chegar o salário ao dia 25, é resolver sempre pelo lado mais fraco.
Tirar 5% a uma classe politica, é no mínimo ridículo, tendo em atenção as mordomias que criaram para si próprios. A esta classe, a principal culpada pela situação actual, a esta classe dizia, deveria ser pedido um esforço suplementar de 30 ou 40% ou mais.
Afinal, estamos a falar dum esforço suplementar para durar um ano e meio!!!
terça-feira, 11 de maio de 2010
Estamos na Grécia ou não?
Todos ouvimos que a situação económica em Portugal está numa posição diferente da Grécia, que não é igual...
Mas então porque estamos a aplicar as mesmas medidas de combate ao défice que os gregos? Aumentos de IVA, cortes nos subsídios, redução dos investimentos públicos...
Alguém consegue explicar?
terça-feira, 4 de maio de 2010
Tudo igual, mas com mais moscas!
Antes de 25 de Abril de 1974, o governo liderado pelo Prof. Dr. Marcelo Caetano, dava cobertura aos grupos empresariais que exploravam a mão-de-obra nacional, com salários de miséria, que sugavam a economia nacional a seu bel-prazer. Os grandes grupos económicos dominavam a vida dos portugueses, os Mellos, os Champalimaud, os Espírito Santos, entre outros que a memória não recorda.
Eram os estaleiros navais, a siderurgia, as fábricas de cimento e de papel, as vidreiras, as companhias de navegação, bancos e companhias de seguros. Mas o povão trabalhava, ressentia-se pela falta de qualidade de vida, e reclamava de vez em quando, em surdina a maioria das vezes. Estava insatisfeito, mas a custo conseguia ir sobrevivendo. Os salários eram baixos, mas também o eram bens essenciais, necessários para sobreviver naqueles tempos difíceis. Como a vida era dura, naquele tempo.
Em Maio de 2010, o governo liderado pelo Eng.º José Sócrates, dá cobertura a grupos empresariais que exploram a mão-de-obra nacional, com salários de miséria, que sugam a economia nacional a seu bel-prazer. Os grandes grupos económicos dominam a vida dos portugueses, os Mellos, os Champalimaud, os Espírito Santos, os Azevedos e os Soares. Só que actualmente também temos as parcerias Estado-privados, as concessões, os financiamentos a Fundações de carácter duvidoso e que servem para legalizar financiamentos ilegais, e temos os boys, muitos boys, que engordam o património pessoal com a cobertura institucional. Temos os acordos secretos para as adjudicações lesivas da economia nacional, temos tudo e mais alguma coisa, mas curiosamente, nada de bom para o bom Povo Português.
Foram os estaleiros navais, a siderurgia, as fábricas de cimentos e papel devolvidas aos grupos empresariais, legítimos proprietários ressalva-se, mas ficaram a exploração da mão-de-obra nacional, a precariedade laboral, e a falta de qualidade de vida. Mas o povão continua a trabalhar, ressente-se pelas dificuldades que passa diariamente e reclama constantemente, em surdina. Está insatisfeito, mas com muito custo consegue sobreviver. Os salários continuam baixos, abaixo da média europeia para as massas trabalhadoras, ou não seja esta a geração do salário mínimo, ou a geração 500€. Mas os bens essenciais, esses estão bem dentro da média europeia, como estão os nossos gestores e altos quadros das empresas públicas ou participadas, bem acima da média da Comunidade Europeia, quiçá da mundial. (Os nossos gestores merecem tudo aquilo que ganham, os trabalhadores é que são preguiçosos!!)
Tivemos durante estes anos uma revolução, tentativas de golpes de estado, rebeliões e cortes de estradas, greves e manifestações, actos eleitorais com suspeitas de adulteração dos resultados finais, tudo isso em vivência pacífica e democrática, que só um povo como nós sabemos ser.
Tivemos também uma classe política que assolou o nosso país, que tomou conta dos nossos desígnios, que nos desorienta e desinforma e nos mantém subjugados, comportando-se como um enxame de moscas que se alimentam nesta estrumeira que é a nossa democracia.
Leis e Bandidos
Esta notícia deveria ser uma manchete sensacionalista, mas não, acaba com o vigilante preso e o assaltante em liberdade após cuidados médicos. Cuidados médicos assegurados pelo Serviço Nacional de Saúde.
É este um dos paradigmas da nossa sociedade, a protecção da delinquência, como se tal fosse um acto normal e civilizado, digno do maior respeito.
Não condeno a acção penal ao vigilante, até que o acto em si está fora da lei, pois a arma em questão encontrava-se ilegal. Mas pergunta-se, e o assaltante não estava em violação flagrante da legislação que rege a nossa sociedade, ou assaltar escolas não é crime?
O que me revolta é o facto de se condenar aquele que defende o património, nesta situação era de todos nós, deixando-se em liberdade aquele que é para todos os efeitos criminoso.
Em igualdade de julgamento, ou ambos ficavam em liberdade, ou ambos ficariam em regime de detenção, porque acho inconcebível tal disparidade de tratamento.
Acho é que os ladrões se estão a proteger entre si.!
Um conselho para todos os que se encontram em situações semelhantes, deixem roubar, estragar ou vandalizar, que nós, Zé Povinho, pagamos!
terça-feira, 13 de abril de 2010
A LIBERDADE, Abril de 1974
Em 1974, eu e muitos outros como eu, jogávamos à bola, entre outras brincadeiras das nossas infâncias, nas ruas, com outros iguais, numa convivência sã, onde eram cultivadas as amizades que duravam uma vida, que enriqueciam a vida preenchendo-a de contacto humano, vivo e real, que ensinava o sentido de lealdade e amizade, a viver em sociedade, em contacto com os outros como eu.
Relembro muitas das realidades da minha juventude, a honestidade com que se tratavam dos assuntos interpessoais, ou mesmo comerciais, o respeito e compromisso pela honra da palavra dada, a moralidade e o respeito pelos demais. Havia excepções claro, que a própria sociedade se encarregava de penalizar, de criticar e condenar.
Os tempos de escolaridade, em principio premonitório do que é actualmente, provocado pelas sucessivas alterações das regras sociais e estatutárias de uma sociedade em mudança, embora conturbados foram cumpridos com empenho e dedicação por aqueles que tinham objectivos para o futuro.
Em 36 anos de Liberdade, onde se podia e devia esperar mais e maior respeito pelas pessoas, campeiam os atropelos com cobertura institucional a tudo e todos, a transformação descarada do património público em particular, o desrespeito pelas liberdades que todos temos direito.
Em 36 anos de Liberdade, era expectável ser-se reconhecido pelas qualidades humanas, pela honestidade, o assumir da palavra e o compromisso que a mesma acarreta. Ser-se responsável, respeitador do bem comum e das regras que a própria sociedade impõe. Vaidoso de se ser cidadão cumpridor, para o seu semelhante e o seu País. Exibir o orgulho de ser Português.
Em 36 anos de Liberdade, os nossos filhos, deveriam poder estar agora, a brincar entre si nas ruas e pracetas, jardins ou praças das nossas cidades, vilas e lugarejos sem estarmos preocupados com bandos de malfeitores, de delinquentes de toda a espécie, que dominam esses locais, protegidos por todo um conjunto de leis que os deixam impunes perante a sociedade.
Em 36 anos de Liberdade, os nossos altos dignitários da nação, a grande maioria jovens entusiastas de tudo de novo que chegou em Abril de 1974, desenvolveram-se, modificaram-se, tal como o nosso amado País, criando e manipulando as Leis e a Sociedade Civil a seu bel prazer, sem respeitar a mais elementar regra da Democracia, a Liberdade do semelhante.
Em 36 anos de Liberdade, os nossos filhos deviam ir para a escola aprender, a criar amigos, a respeitar e a serem respeitados, a sentir a responsabilidade de viver em colectivo, fora do ambiente familiar protector, no meio daqueles que irão ser os protagonistas da sociedade num futuro próximo. Deviam estar nas escolas seguros, proporcionando aos pais condições para crescer o seu nível de vida, de enriquecer legitimamente o seu património, desenvolver o País, tudo pela força do seu trabalho, honesto e competente.
Em 36 anos de Liberdade, os nossos tribunais devem estar a condenar todos os atentados ao Estado, à Liberdade. Condenar severamente os crimes contra o património, contra a vida e outras as acções violentas sobre outros seres. A condenar a falta de respeito para com os símbolos nacionais, de soberania e segurança.
Em 36 anos de Liberdade, devíamos ter disponíveis hospitais e centros médicos que nos assegurassem os serviços necessários, com corpo clínico competente, sem necessidade de recorrer aos países vizinhos para os elementares serviços de saúde e de tratamentos médicos. Devíamos poder viver sem a preocupação do que nos vai acontecer na parte final das nossas vidas, porque o Estado, como pessoa de bem, cuidaria de nós, proporcionava a recompensa do trabalho de uma vida.
Em 36 anos de Liberdade, o país deveria estar homogeneamente ocupado, com meios agrícolas e industriais, proporcionando desenvolvimento e ocupação territorial, promovendo a melhoria da vida no interior, bem como a fixação dos jovens. O desenvolvimento regional, a criação concertada e assertiva de pólos de desenvolvimento em zonas mais desfavorecidas, a justa repartição da riqueza nacional, deveriam criar oportunidades de emprego, não separando os Portugueses, os que moram no Litoral e os outros…
Em 36 anos de Liberdade, as habitações seriam condignas para todos, todos sem excepção, com condições de salubridade e de higiene. Sem injustiças nem distinções entre os que pagam e os que beneficiam. E todos com direito à diferença, assim tenham a possibilidade de pagar.
Em 36 anos de Liberdade, nós merecíamos estar a viver melhor, com justiça nos preços de consumo essenciais, sem especulações, com salários adequados ao nosso modo de vida, sem luxos nem excessos, linear, sem sobressaltos de maior.
Em 36 anos de Liberdade, não devíamos estar desprotegidos perante as acções unilaterais e terroristas das grandes empresas de serviços públicos, bancos e seguradoras, tirando aos desprotegidos para encher os bolsos de uma classe de dirigentes subservientes ao poder político, auferindo desavergonhadamente vencimentos e benefícios atentatórios à moralidade dos comuns Portugueses, que suportam sem gritar, a dor e a infâmia pela violação da mais elementar regra da Sociedade, o Respeito.
Em 36 anos de Liberdade. Mas qual liberdade? A de ficarmos fechados em casa com os receios justificados da crescente delinquência que grassa pela nossa sociedade, bem como um pouco pelas demais sociedades ocidentais? A de convivermos com os amigos e familiares por via das salas de chat ou redes sociais virtuais? A de vivermos enclausurados numa sociedade que não respeita as legitimas aspirações às liberdades para viver do seu semelhante? A de não podermos viver no nosso País, sem estarmos sob o apetite voraz de uma máquina fiscal, tirana e opressiva? A de circularmos pelo interior de um país deserto e abandonado? Sem podermos exibir orgulhosamente a nossa Nacionalidade, por estarmos sujeitos a rotulagem depreciativa, adjectivos que nos deixam corados de vergonha, (para aqueles que a têm)? Ou a de vivermos numa sociedade que nos oprime por meio de acções legislativas e penais, que nos suga a vida por meio das muitas dificuldades em que temos de viver. Ou a mesma sociedade elitista e restrita que exibe descarada e orgulhosamente o nosso sangue, suor e lágrimas, que desperdiça a riqueza do trabalho nacional, que consome o nosso esforço para o engrandecimento da nossa pequena grande Nação?
Esta mesma sociedade elitista, auto-proclamada dirigente dos desígnios da Nação, despudorada e corrupta, que perdeu todos os grandes valores morais e humanos que desde sempre nortearam um povo cumpridor e respeitador.
Esta mesma classe de dirigentes, que nas décadas de 1960 brincava nas ruas como eu, e que ainda continua nas ruas… marginalmente, agora com a cobertura e complacência da Justiça, que deveria ser cega e ponderada, para todos, sem excepção, tal como é assegurado pela Constituição da República, carta magna de toda a Sociedade nacional.
Em 36 anos de Liberdade, meia vida desperdiçada…
segunda-feira, 1 de março de 2010
As Promessas Políticas
Quem escreveu isto é um génio!!!
ANTES DA POSSE:
O nosso partido cumpre o que promete.
Só os tolos podem crer que
não lutaremos contra a corrupção.
Porque, se há algo certo para nós, é que
a honestidade e a transparência são fundamentais.
para alcançar os nossos ideais
Mostraremos que é uma grande estupidez crer que
as máfias continuarão no governo, como sempre.
Asseguramos sem dúvida que
a justiça social será o alvo da nossa acção.
Apesar disso, há idiotas que imaginam que
se possa governar com as manchas da velha política.
Quando assumirmos o poder, faremos tudo para que
se termine com os marajás e as negociatas.
Não permitiremos de nenhum modo que
as nossas crianças morram de fome.
Cumpriremos os nossos propósitos mesmo que
os recursos económicos do país se esgotem.
Exerceremos o poder até que
Compreendam que
Somos a nova política.
DEPOIS DA POSSE:
segunda-feira, 22 de fevereiro de 2010
Porque razão?
Made in PortugaL
O Manel, depois de dormir numa almofada de algodão (Made in Egipt), começou o dia bem cedo, acordado pelo despertador (Made in Japan) às 7 da manhã.
Depois de um banho com sabonete (Made in France) e enquanto o café (importado da Colômbia) estava a fazer na máquina (Made in Chech Republic), barbeou-se com a máquina eléctrica (Made in China).
Vestiu uma camisa (Made in Sri Lanka), jeans de marca (Made in Singapure) e um relógio de bolso (Made in Swiss).
Depois de preparar as torradas de trigo (produced in USA) na sua torradeira (Made in Germany) e enquanto tomava o café numa chávena (Made in Spain), pegou na máquina de calcular (Made in Korea) para ver quanto é que poderia gastar nesse dia e consultou a Internet no seu computador (Made in Thailand) para ver as previsões meteorológicas.
Depois de ouvir as notícias pela rádio (Made in India), ainda bebeu um sumo de laranja (produced in Israel), entrou no carro Saab (Made in Sweden) e continuou à procura de emprego.
Ao fim de mais um dia frustrante, com muitos contactos feitos através do seu telemóvel (Made in Finland) e, após comer uma pizza (Made in Italy), o Manel decidiu relaxar por uns instantes.
Calçou as suas sandálias (Made in Brazil), sentou-se num sofá (Made in Denmark), serviu-se de um copo de vinho (produced in Chile), ligou a TV (Made in Indonésia) e pôs-se a pensar porque é que não conseguia encontrar um emprego em PORTUGAL...
Talvez esta mensagem devesse chegar aos consumidores portugueses ou seja, todos nós!
(O Ministério da Economia de Espanha estima que se cada espanhol consumir 150€ de produtos nacionais, por ano, a economia cresce acima de todas as estimativas e, ainda por cima, cria postos de trabalho.)
domingo, 7 de fevereiro de 2010
Se o que pretendem é acabar com Portugal, então decretem a independência da Madeira e entreguem o que resta aos espanhóis, enquanto este País ainda va
Se o que pretendem é acabar com Portugal, então decretem a independência da Madeira e entreguem o que resta aos espanhóis, enquanto este País ainda vale alguma coisa.
Aos poucos a verdadeira face reaccionária do partido mais votado vai aparecendo. As manipulações grosseiras e grotescas para o controle da sociedade, o silenciar das vozes dissonantes, o amordaçar da opinião pública, lembram os regimes opressivos do século passado, eleitos por sufrágio democrático e que vieram, posteriormente, a revelar-se numa tragédia para a humanidade.
Não creio que o nosso país tenha essa pretensão, mas lembremo-nos que num passado não muito distante, um governo eleito, convidou para pôr ordem nas finanças públicas uma personalidade que acabou por assumir o controlo do poder por mais de 30 anos.
Vivemos há 36 anos numa situação de democracia partidária, que apareceu como que por acaso na vida dos Portugueses, mas que efectivamente foram esses Portugueses que forçaram esta nossa democracia, para agora, numa fase que devia ser de democratização e normalização da vida civil, do respeito pelas regras de alternância democrática, da representatividade parlamentar, surgir, vindo dos nevoeiros das agrestes serranias transmontanas, alguém que se pretende perpetuar no poder, tentando controlar todos os órgãos de soberania, de forma directa ou indirecta, contudo interferindo directamente nas decisões finais.
A nossa história esperava por D. Sebastião.
Para alguém que viveu a maior parte da sua vida sob regime democrático, com liberdade de expressão e de opinião, representatividade partidária na Assembleia de República justamente eleita, que assistiu a várias tentativas de controlo do poder por parte de partidos de esquerda, na tentativa felizmente vã, de substituir uma ditadura por outra, assumir com contornos verdadeiramente fascizantes um domínio feroz de todos os meios fazedores de opinião pública, da vida civil e das instituições ligadas ao executivo, não passaria pela cabeça dos mais brilhantes estrategas políticos do ex-KGB, da STASI, ou de qualquer dirigente dum regime ditatorial terceiro mundista.
Claro que interessa aos dirigentes do partido mais votado, colocar os “nossos” em todos os órgãos de soberania, desde as Associações de Pais dos alunos da escola primária, associações do bairro, as colectividades de âmbito municipal, nas empresas municipais e nos quadros directores dos próprios municípios, para depois se dirigir o sentido de voto, e assim assumir a Assembleia da República, e daí… o céu será o limite. Estar-se-ia à espera que tivesse sido idealizado por um partido marxista, mas nunca por um partido ideologicamente socialista, que deveria assentar a sua filosofia em padrões e critérios vocacionados para a sociedade e a humanidade, mas enganem-se, tudo isto faz corar de inveja os mais acérrimos militantes de uma esquerda radical, que nunca conseguiram tal controlo.
Claro que interessa e de que maneira, criar dificuldades funcionais a todas as organizações que não sejam dirigidas pelos “nossos”, para desmotivar e desmobilizar todos os que se interponham nesta estratégia de controlo. Interessa dominar a politica de subsídios de todos os dependentes desses mesmos valores, de controlar as receitas, manipular e subjugar todos os sectores da soberania.
O Poder corrompe.
Os “nossos” ao poder e o poder com os “nossos”.
Tudo com contornos que aquele senhor do bigode pequenino coraria de inveja… (e ele também era dirigente de um partido socialista, e também foi eleito…).
segunda-feira, 25 de janeiro de 2010
Ele já sabia...
“O irregular e promíscuo funcionamento dos poderes públicos é a causa primeira de todas as outras desordens que assolam o país.
Independentemente do valor dos homens e das suas intenções, os partidos, as facções e os grupos políticos supõem ser, por direito, os representantes da democracia. Exercendo de facto a soberania nacional, simultaneamente conspiram e criam entre si estranhas alianças de que apenas os beneficiários são os seus militantes mais activos.
A Presidência da Republica não tem força nem estabilidade.
O Parlamento oferece constantemente o espectáculo do desacordo, do tumulto, da incapacidade legislativa ou do obstrucionismo, escandalizando o país com o seu procedimento e, a inferior qualidade do seu trabalho.
Aos Ministérios falta coesão, autoridade e uma linha de rumo, não podendo assim governar, mesmo que alguns mais bem-intencionados o pretendam fazer.
A Administração pública, incluindo as autarquias, em vez de representar a unidade, a acção progressiva do estado e a vontade popular é um símbolo vivo da falta de colaboração geral, da irregularidade, da desorganização e do despesismo que gera, até nos melhores espíritos o cepticismo, a indiferença e o pessimismo.
Directamente ligada a esta desordem instalada, a desordem financeira e económica agrava a desordem Política, num ciclo vicioso de males nacionais. Ambas as situações somadas conduziram fatalmente à corrupção generalizada que se instalou…”
Meus amigos:
O que acabaram de ler não é cópia de nenhum artigo do “Público”, “Diário de Notícias” ou de qualquer revista.
Nem sequer é da minha autoria.
Contudo, é actual.
Trata-se de parte do primeiro capítulo de um livro agora posto à venda em Portugal e, que data de 1936!
Vejam então qual é o livro:

