sexta-feira, 14 de maio de 2010

CRISE
Pois bem, aí está a crise alapada no seio das nossas vidas. Aumentos de impostos generalizados, IRS, IVA, diminuição das prestações sociais, Impostos especiais, tudo, mas tudo a incidir sobre uma classe trabalhadora sugada até ao tutano.
Desde 1974 que vivemos permanentemente em crise, desde as crises de valores morais e éticos até à crise económica.
Mas as opções para combate às crises foram sempre as mesmas, aumentos contributivos da classe trabalhadora. Esta mesma classe que não tem meios para se evadir aos pagamentos, e que está sempre subjugada e controlada.
Nunca, mas nunca foram pedidos esforços suplementares ou extraordinários a uma classe politica e que absorve grande parte da riqueza nacional.
Vejamos, esta situação aflitiva em que nos encontramos, as soluções passam pelo mesmo de sempre. Mas também podia ser acrescida da supressão total dos pagamentos de prémios de desempenho dos gestores das empresas públicas e participadas, e desse modo tentar amenizar os custos fixos das famílias, baixando as contas da água, electricidade, TV, entre outras. Igualmente a classe política poderia reformular os seus gastos, reduzindo os apoios estatais aos partidos políticos, grupos parlamentares e Assembleia da República, a Casa Civil da Presidência da República, e esta própria.
O sustento de três ex-Presidentes da Republica, bem como os encargos complementares a que têm direito, deveriam ser objecto de uma profunda reflexão sobre a sua real necessidade, no actual contexto da Politica internacional.
Os institutos de carácter duvidoso e fundações que não se sabem para que servem, teriam igualmente as suas verbas reduzidas ou canceladas.
Os grandes pensionistas, que recebem reformas chorudas e acumuladas pelos desempenhos em tantas outras empresas do estado, seriam limitadas ao maior valor, deixando de acumular rendimentos de diferentes proveniências.
À banca, que tanto contribuiu para este défice, seria pedido um esforço no sentido de ajudar a controlar as contas públicas, com o agravamentos das taxas de IRC a que estão sujeitas.
Ao Executivo governamental, esse teria de ter em atenção aos gastos e receitas, de modo a manter os deficits controlados, assumir a verdadeira responsabilidade pela actual situação. A eliminação das despesas desnecessárias do estado, e acabar com o sugar da teta sem pinga das Finanças Públicas, tendo como ponto de partida o maior respeito pelos dinheiros públicos.
Deste modo, os esforços seriam repartidos por todos. Tirar mais 10€ a quem não consegue fazer chegar o salário ao dia 25, é resolver sempre pelo lado mais fraco.
Tirar 5% a uma classe politica, é no mínimo ridículo, tendo em atenção as mordomias que criaram para si próprios. A esta classe, a principal culpada pela situação actual, a esta classe dizia, deveria ser pedido um esforço suplementar de 30 ou 40% ou mais.
Afinal, estamos a falar dum esforço suplementar para durar um ano e meio!!!

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