terça-feira, 4 de maio de 2010

Tudo igual, mas com mais moscas!

Vamos olhar para o nosso Portugalzinho!

Antes de 25 de Abril de 1974, o governo liderado pelo Prof. Dr. Marcelo Caetano, dava cobertura aos grupos empresariais que exploravam a mão-de-obra nacional, com salários de miséria, que sugavam a economia nacional a seu bel-prazer. Os grandes grupos económicos dominavam a vida dos portugueses, os Mellos, os Champalimaud, os Espírito Santos, entre outros que a memória não recorda.
Eram os estaleiros navais, a siderurgia, as fábricas de cimento e de papel, as vidreiras, as companhias de navegação, bancos e companhias de seguros. Mas o povão trabalhava, ressentia-se pela falta de qualidade de vida, e reclamava de vez em quando, em surdina a maioria das vezes. Estava insatisfeito, mas a custo conseguia ir sobrevivendo. Os salários eram baixos, mas também o eram bens essenciais, necessários para sobreviver naqueles tempos difíceis. Como a vida era dura, naquele tempo.
Em Maio de 2010, o governo liderado pelo Eng.º José Sócrates, dá cobertura a grupos empresariais que exploram a mão-de-obra nacional, com salários de miséria, que sugam a economia nacional a seu bel-prazer. Os grandes grupos económicos dominam a vida dos portugueses, os Mellos, os Champalimaud, os Espírito Santos, os Azevedos e os Soares. Só que actualmente também temos as parcerias Estado-privados, as concessões, os financiamentos a Fundações de carácter duvidoso e que servem para legalizar financiamentos ilegais, e temos os boys, muitos boys, que engordam o património pessoal com a cobertura institucional. Temos os acordos secretos para as adjudicações lesivas da economia nacional, temos tudo e mais alguma coisa, mas curiosamente, nada de bom para o bom Povo Português.
Foram os estaleiros navais, a siderurgia, as fábricas de cimentos e papel devolvidas aos grupos empresariais, legítimos proprietários ressalva-se, mas ficaram a exploração da mão-de-obra nacional, a precariedade laboral, e a falta de qualidade de vida. Mas o povão continua a trabalhar, ressente-se pelas dificuldades que passa diariamente e reclama constantemente, em surdina. Está insatisfeito, mas com muito custo consegue sobreviver. Os salários continuam baixos, abaixo da média europeia para as massas trabalhadoras, ou não seja esta a geração do salário mínimo, ou a geração 500€. Mas os bens essenciais, esses estão bem dentro da média europeia, como estão os nossos gestores e altos quadros das empresas públicas ou participadas, bem acima da média da Comunidade Europeia, quiçá da mundial. (Os nossos gestores merecem tudo aquilo que ganham, os trabalhadores é que são preguiçosos!!)
Tivemos durante estes anos uma revolução, tentativas de golpes de estado, rebeliões e cortes de estradas, greves e manifestações, actos eleitorais com suspeitas de adulteração dos resultados finais, tudo isso em vivência pacífica e democrática, que só um povo como nós sabemos ser.
Tivemos também uma classe política que assolou o nosso país, que tomou conta dos nossos desígnios, que nos desorienta e desinforma e nos mantém subjugados, comportando-se como um enxame de moscas que se alimentam nesta estrumeira que é a nossa democracia.

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