sábado, 21 de agosto de 2010

Josefa, a bombeira

Este texto foi recolhido num dos meus e-mails e do qual não posso deixar de divulgar, quer por respeito por uma actividade humanitária e meritória, quer pelo reconhecimento do valor humano que despertava, terminada precocemente por via de interesses inconfessáveis.

Este texto é de autoria de FERREIRA FERNANDES, in Diário de Notícias

* Josefa a bombeira*

"Josefa, 21 anos, a viver com a mãe. Estudante de Engenharia Biomédica, trabalhadora de supermercado em part-time e bombeira voluntária. Acumulava trabalhos e não cargos - e essa pode ser uma primeira explicação para a não conhecermos. Afinal, um jovem daqueles que frequentamos nas revistas de consultório, arranja forma de chamar os holofotes. Se é futebolista, pinta o cabelo de cores impossíveis; se é cantora, mostra o futebolista com quem namora; e se quer ser mesmo importante, é mandatário de juventude.
Não entra é na cabeça de uma jovem dispersar-se em ninharias acumuladas: um curso no Porto, caixeirinha em Santa Maria da Feira e bombeira de Verão. Daí não a conhecermos, à Josefa. Chegava-lhe, talvez, que um colega mais experiente dissesse dela:* "Ela era das poucas pessoas com que um gajo sabia que podia contar nas piores alturas."*
Enfim, 15 minutos de fama só se ocorresse um azar... Aconteceu: anteontem, *Josefa morreu em Monte Mêda, Gondomar*, cercada das chamas dos outros que foi apagar de graça. A morte de uma jovem é sempre uma coisa tão enorme para os seus que, evidentemente, nem trato aqui. Interessa-me, na Josefa, relevar o que ela nos disse: que há miúdos de 21 anos que são estudantes e
trabalhadores e bombeiros, sem nós sabermos.
Como é possível, nos dias comuns e não de tragédia, não ouvirmos falar das "Josefas que são o sal da nossa terra?"
*Por FERREIRA FERNANDES, Diário de Notícias*


Ela é um exemplo a ser seguido, vamos dar-lhe um minuto de atenção
e honrar a sua memória!!!

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