Se o que pretendem é acabar com Portugal, então decretem a independência da Madeira e entreguem o que resta aos espanhóis, enquanto este País ainda vale alguma coisa.
Aos poucos a verdadeira face reaccionária do partido mais votado vai aparecendo. As manipulações grosseiras e grotescas para o controle da sociedade, o silenciar das vozes dissonantes, o amordaçar da opinião pública, lembram os regimes opressivos do século passado, eleitos por sufrágio democrático e que vieram, posteriormente, a revelar-se numa tragédia para a humanidade.
Não creio que o nosso país tenha essa pretensão, mas lembremo-nos que num passado não muito distante, um governo eleito, convidou para pôr ordem nas finanças públicas uma personalidade que acabou por assumir o controlo do poder por mais de 30 anos.
Vivemos há 36 anos numa situação de democracia partidária, que apareceu como que por acaso na vida dos Portugueses, mas que efectivamente foram esses Portugueses que forçaram esta nossa democracia, para agora, numa fase que devia ser de democratização e normalização da vida civil, do respeito pelas regras de alternância democrática, da representatividade parlamentar, surgir, vindo dos nevoeiros das agrestes serranias transmontanas, alguém que se pretende perpetuar no poder, tentando controlar todos os órgãos de soberania, de forma directa ou indirecta, contudo interferindo directamente nas decisões finais.
A nossa história esperava por D. Sebastião.
Para alguém que viveu a maior parte da sua vida sob regime democrático, com liberdade de expressão e de opinião, representatividade partidária na Assembleia de República justamente eleita, que assistiu a várias tentativas de controlo do poder por parte de partidos de esquerda, na tentativa felizmente vã, de substituir uma ditadura por outra, assumir com contornos verdadeiramente fascizantes um domínio feroz de todos os meios fazedores de opinião pública, da vida civil e das instituições ligadas ao executivo, não passaria pela cabeça dos mais brilhantes estrategas políticos do ex-KGB, da STASI, ou de qualquer dirigente dum regime ditatorial terceiro mundista.
Claro que interessa aos dirigentes do partido mais votado, colocar os “nossos” em todos os órgãos de soberania, desde as Associações de Pais dos alunos da escola primária, associações do bairro, as colectividades de âmbito municipal, nas empresas municipais e nos quadros directores dos próprios municípios, para depois se dirigir o sentido de voto, e assim assumir a Assembleia da República, e daí… o céu será o limite. Estar-se-ia à espera que tivesse sido idealizado por um partido marxista, mas nunca por um partido ideologicamente socialista, que deveria assentar a sua filosofia em padrões e critérios vocacionados para a sociedade e a humanidade, mas enganem-se, tudo isto faz corar de inveja os mais acérrimos militantes de uma esquerda radical, que nunca conseguiram tal controlo.
Claro que interessa e de que maneira, criar dificuldades funcionais a todas as organizações que não sejam dirigidas pelos “nossos”, para desmotivar e desmobilizar todos os que se interponham nesta estratégia de controlo. Interessa dominar a politica de subsídios de todos os dependentes desses mesmos valores, de controlar as receitas, manipular e subjugar todos os sectores da soberania.
O Poder corrompe.
Os “nossos” ao poder e o poder com os “nossos”.
Tudo com contornos que aquele senhor do bigode pequenino coraria de inveja… (e ele também era dirigente de um partido socialista, e também foi eleito…).
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