Tenho acompanhado muitas das basófias acerca da aprovação do OE 2011. Tenho assistido acima de tudo a uma arte de negociação impar, a de imputar as responsabilidades para terceiros.
Só falta mesmo começar a dizer que a culpa da situação económica que vivemos é culpa dos governos de Sá Carneiro.
Verifica se o que prometes é justo e possível, pois promessas são dívidas (Confucio)
quarta-feira, 20 de outubro de 2010
sexta-feira, 15 de outubro de 2010
Orçamento de Estado para 2011
Os partidos da Oposição ainda acreditavam que a Despesa inserida no Orçamento Geral do Estado para 2011 fosse reduzida, quando o Executivo jura pela alma dos falecidos que não tem mais por onde cortar?
Então porquê a surpresa de tamanho aumento da carga contributiva sobre os mais desprotegidos?
Mas mesmo que pudesse cortar nas Despesas, que acho que pode, depois de teimar que não há mais por onde cortar, alguém pensaria que iriam cortar em alguma coisa?
É muito mais fácil ir aos bolsos do Zé Povinho, porque mesmo o Imposto Extraordinário sobre as Reformas e Pensões acima de 5.000,00€, só na parte excedente, não deixa de ser uma brincadeira.
Se alguém receber 6.500,00€ de Reforma, ser descontado em 150€ é alguma coisa?
Agora se receber um vencimento de 900,00€ e ver acrescido os descontos em 40,00€, aí sim, causa muito mais dano, porque esses 40,00€ vão para pagar uma qualquer despesa familiar.
O Executivo está a brincar com a vida das pessoas e dos contribuintes em geral. Para apresentar um Orçamento com estes parâmetros é sintoma que o Governo está à deriva, assim sendo, é preferível desde já acabar com toda a palhaçada e entregar o País ao FMI, pois de qualquer modo vamos todos ser espoliados até ao último cêntimo.
E enquanto há ponta por onde pegar…
Então porquê a surpresa de tamanho aumento da carga contributiva sobre os mais desprotegidos?
Mas mesmo que pudesse cortar nas Despesas, que acho que pode, depois de teimar que não há mais por onde cortar, alguém pensaria que iriam cortar em alguma coisa?
É muito mais fácil ir aos bolsos do Zé Povinho, porque mesmo o Imposto Extraordinário sobre as Reformas e Pensões acima de 5.000,00€, só na parte excedente, não deixa de ser uma brincadeira.
Se alguém receber 6.500,00€ de Reforma, ser descontado em 150€ é alguma coisa?
Agora se receber um vencimento de 900,00€ e ver acrescido os descontos em 40,00€, aí sim, causa muito mais dano, porque esses 40,00€ vão para pagar uma qualquer despesa familiar.
O Executivo está a brincar com a vida das pessoas e dos contribuintes em geral. Para apresentar um Orçamento com estes parâmetros é sintoma que o Governo está à deriva, assim sendo, é preferível desde já acabar com toda a palhaçada e entregar o País ao FMI, pois de qualquer modo vamos todos ser espoliados até ao último cêntimo.
E enquanto há ponta por onde pegar…
sexta-feira, 8 de outubro de 2010
Contra tudo e contra a crise
Contra tudo…
Se temos IVA a 23%? Se o IMI vai subir? Se o IRS vai sofrer alterações de escalões? Tínhamos Ota e Alcochete, TGV e pontes, não era? Isso é o preço que agora temos de pagar pelos nossos exageros consumistas, alimentados por um sistema politico voltado para dirigir pela fotografia ao contrário do que deveria ser feito. Estávamos a viver acima das nossas possibilidades e ninguém nos alertou? Mas agora devemos cobrar isso aos nossos governantes, passados, presentes e futuros, por nos terem alimentado essa vaidade. Sabiam e sabem que não seria possível a melhoria dos padrões de vida sem ser de forma sustentada. Crescimento apoiado em balão cheio de ar, sabia-se que era até rebentar. Mas, mesmo sabendo disso não fizeram nada para contrariar essa tendência.
A estagnação da economia está firme como lapa em rocha em maré cheia. Todos os esforços para dominar a crise económica têm sido votados ao fracasso. Todas as boas intenções e iniciativas do Governo têm-se revelado inúteis. Todos as medidas reveladas como estruturantes são afinal avulsas. O Governo aparentemente cheio de iniciativas e apregoando saber qual o caminho que Portugal tem de tomar, anda à deriva, sem saber qual o Norte nem para que lado fica a costa, arrastando consigo todos os sectores da fragilizada economia portuguesa.
Agora mais do que chorar sobre a crise que temos, pelo Governo que não temos, pelo que deviam de fazer pelo País e que não fazem, os gestores das empresas de topo nacional, os grandes e importantes empresários portugueses, aqueles sectores importantes da industria nacional, produtiva e transformadora, deveriam de uma vez por todas deixar de ouvir os noticiários, deixar de ouvir as vozes clamando pela catástrofe iminente, a ficarem estáticos a olhar para o fundo do precipício calculando se a queda vai ou não grande, devem parar para pensar, ignorarem tudo o que se relaciona com economia nacional e duma vez por todas, assumir a importância das suas posições assumidas perante a sociedade civil nacional e partir para a procura de novas oportunidades de negócios, com inovações e parcerias nacionais ou mesmo internacionais, buscar no íntimo da nossa nacionalidade aquela chama que nos é peculiar. Abandonar de vez o triste fado que carregamos e olharmos para o espaço europeu como uma oportunidade e um desafio, não como um pesadelo ou castigo que não queremos ter.
Ao invés de clamarem pela “teta” do Estado, terão de assumir a que chegou a altura de sair debaixo das saias da República que atrofiam os ideais inovadores, libertarem-se do proteccionismo que os prendem e inibem, devendo ser os motores impulsionadores da sociedade civil e que devem estar votados para o desenvolvimento, que são verdadeiramente meio para fazermos a marcha atrás necessária para sairmos da beira do abismo.
Mas não, se o Governo não faz nada, os empresários do Sistema não se mexem, estão sempre na espreita das migalhas fáceis que possam cair do Orçamento do Estado, a repartir entre si as Obras estruturantes e emblemáticas do Sistema, quando podiam estar a amassar o bolo que iriam banquetear toda uma sociedade civil, carente, depauperada e desiludida.
Um apelo deve desde já começar a surgir, deixem a economia nacional para o Governo e para os políticos que dela vivem, pois eles não sabem fazer mais nada para além dos disparates que estamos a sentir nas nossas carteiras. Deixem a crise para esses mesmos parasitas que sustentamos, que têm a obrigação, o direito e o dever moral (se é que ainda lhes resta algum?), de endireitar tudo aquilo que torceram, partiram e danificaram nas estruturas económicas e sociais do nosso Portugal.
Aos empresários, gestores e à sociedade civil em geral compete-nos trabalhar todos os dias, exigindo sim com veemência o respeito pelo trabalho de todos, o controle rigoroso dos impostos que pagamos e os sacrifícios que sofremos para cobrir os despesismos dum sistema politico.
Aos gestores públicos, das empresas que nos trazem algum conforto diário, o mínimo exigível será o rigor na aplicação das receitas resultantes das cobranças efectuadas pelos serviços que prestam, tornando-se realistas face à conjectura que o País atravessa, pois continuo a achar ser possível baixar o preço dos serviços prestados, sem diminuição da qualidade, com base numa gestão centrada na racionalização de custos.
O Governo tem o direito de assumir a efectiva gestão dos dinheiros públicos, racionalizar gastos e despesas, deixando os emblemas fotogénicos à margem, mostrando com exemplos tudo aquilo que querem exigir aos Portugueses. Mostrando que sabe quão doloroso são as medidas que quer implementar e respeita os sacrifícios que pede a todos. Aos altos quadros da Justiça e do Estado, dos sectores políticos devem acabar com as mordomias pornográficas e as retribuições indecentes, deixando de lado uma vaidade tacanha e saloia, criando para si um sistema de retribuições justas e adequadas ao pequeno e pobre País que somos, devidamente escalonadas ao nível de vida da sociedade Portuguesa.
Também os negócios empresariais devem ser devolvidos aos empresários, que continuam a ser o principal sector a ter em conta para o real desenvolvimento da Nação, devem ser o objectivo principal a atingir e deixar a politica para os políticos, tomar o futuro e o destino em nossas mãos, com sacrifício para todos imposto pela classe política é certo, mas garantido certamente aquilo que nesta altura ninguém assegura, o nosso Futuro.
E se alguém pode assumir o rumo são efectivamente os gestores privados, dando exemplos reais como se pode e deve obter o que de melhor existe no povo português, a capacidade para trabalhar, repartindo com justiça os proveitos obtidos pelo empenho e dedicação que a classe trabalhadora consegue pôr no desempenho profissional. Não será certamente a explorar vergonhosamente o trabalho de outrem, pagando miseravelmente que se vai exigir empenho, sacrifício e dedicação, pois isso tem reflexos negativos na sociedade. Se os gestores devem ser remunerados pelo seu desempenho, os trabalhadores que os mantém devem ter o seu trabalho recompensado com dignidade.
Vamos todos desligar-nos das noticias negativas e que nos desmoralizam diariamente tirando-nos toda e qualquer vontade de fazer alguma coisa para o nosso bem-estar. A classe produtiva irá esforçar-se por trabalhar mais e melhor, com melhor qualidade, os gestores a trabalhar por novas oportunidades e lutando por garantir um bom desempenho de gestão, os jornalistas falarem mais dos sucessos que acontecem todos os dias e deixarem os políticos com eles próprios, no fim de contas somos nós trabalhadores e sociedade civil em geral que os sustentamos.
Se temos de trabalhar para engordar a classe política, então trabalhemos afincadamente e com fervor redobrado … podem ter o nosso sangue e suor, mas não hão-de ter as nossas lágrimas.
Se temos IVA a 23%? Se o IMI vai subir? Se o IRS vai sofrer alterações de escalões? Tínhamos Ota e Alcochete, TGV e pontes, não era? Isso é o preço que agora temos de pagar pelos nossos exageros consumistas, alimentados por um sistema politico voltado para dirigir pela fotografia ao contrário do que deveria ser feito. Estávamos a viver acima das nossas possibilidades e ninguém nos alertou? Mas agora devemos cobrar isso aos nossos governantes, passados, presentes e futuros, por nos terem alimentado essa vaidade. Sabiam e sabem que não seria possível a melhoria dos padrões de vida sem ser de forma sustentada. Crescimento apoiado em balão cheio de ar, sabia-se que era até rebentar. Mas, mesmo sabendo disso não fizeram nada para contrariar essa tendência.
A estagnação da economia está firme como lapa em rocha em maré cheia. Todos os esforços para dominar a crise económica têm sido votados ao fracasso. Todas as boas intenções e iniciativas do Governo têm-se revelado inúteis. Todos as medidas reveladas como estruturantes são afinal avulsas. O Governo aparentemente cheio de iniciativas e apregoando saber qual o caminho que Portugal tem de tomar, anda à deriva, sem saber qual o Norte nem para que lado fica a costa, arrastando consigo todos os sectores da fragilizada economia portuguesa.
Agora mais do que chorar sobre a crise que temos, pelo Governo que não temos, pelo que deviam de fazer pelo País e que não fazem, os gestores das empresas de topo nacional, os grandes e importantes empresários portugueses, aqueles sectores importantes da industria nacional, produtiva e transformadora, deveriam de uma vez por todas deixar de ouvir os noticiários, deixar de ouvir as vozes clamando pela catástrofe iminente, a ficarem estáticos a olhar para o fundo do precipício calculando se a queda vai ou não grande, devem parar para pensar, ignorarem tudo o que se relaciona com economia nacional e duma vez por todas, assumir a importância das suas posições assumidas perante a sociedade civil nacional e partir para a procura de novas oportunidades de negócios, com inovações e parcerias nacionais ou mesmo internacionais, buscar no íntimo da nossa nacionalidade aquela chama que nos é peculiar. Abandonar de vez o triste fado que carregamos e olharmos para o espaço europeu como uma oportunidade e um desafio, não como um pesadelo ou castigo que não queremos ter.
Ao invés de clamarem pela “teta” do Estado, terão de assumir a que chegou a altura de sair debaixo das saias da República que atrofiam os ideais inovadores, libertarem-se do proteccionismo que os prendem e inibem, devendo ser os motores impulsionadores da sociedade civil e que devem estar votados para o desenvolvimento, que são verdadeiramente meio para fazermos a marcha atrás necessária para sairmos da beira do abismo.
Mas não, se o Governo não faz nada, os empresários do Sistema não se mexem, estão sempre na espreita das migalhas fáceis que possam cair do Orçamento do Estado, a repartir entre si as Obras estruturantes e emblemáticas do Sistema, quando podiam estar a amassar o bolo que iriam banquetear toda uma sociedade civil, carente, depauperada e desiludida.
Um apelo deve desde já começar a surgir, deixem a economia nacional para o Governo e para os políticos que dela vivem, pois eles não sabem fazer mais nada para além dos disparates que estamos a sentir nas nossas carteiras. Deixem a crise para esses mesmos parasitas que sustentamos, que têm a obrigação, o direito e o dever moral (se é que ainda lhes resta algum?), de endireitar tudo aquilo que torceram, partiram e danificaram nas estruturas económicas e sociais do nosso Portugal.
Aos empresários, gestores e à sociedade civil em geral compete-nos trabalhar todos os dias, exigindo sim com veemência o respeito pelo trabalho de todos, o controle rigoroso dos impostos que pagamos e os sacrifícios que sofremos para cobrir os despesismos dum sistema politico.
Aos gestores públicos, das empresas que nos trazem algum conforto diário, o mínimo exigível será o rigor na aplicação das receitas resultantes das cobranças efectuadas pelos serviços que prestam, tornando-se realistas face à conjectura que o País atravessa, pois continuo a achar ser possível baixar o preço dos serviços prestados, sem diminuição da qualidade, com base numa gestão centrada na racionalização de custos.
O Governo tem o direito de assumir a efectiva gestão dos dinheiros públicos, racionalizar gastos e despesas, deixando os emblemas fotogénicos à margem, mostrando com exemplos tudo aquilo que querem exigir aos Portugueses. Mostrando que sabe quão doloroso são as medidas que quer implementar e respeita os sacrifícios que pede a todos. Aos altos quadros da Justiça e do Estado, dos sectores políticos devem acabar com as mordomias pornográficas e as retribuições indecentes, deixando de lado uma vaidade tacanha e saloia, criando para si um sistema de retribuições justas e adequadas ao pequeno e pobre País que somos, devidamente escalonadas ao nível de vida da sociedade Portuguesa.
Também os negócios empresariais devem ser devolvidos aos empresários, que continuam a ser o principal sector a ter em conta para o real desenvolvimento da Nação, devem ser o objectivo principal a atingir e deixar a politica para os políticos, tomar o futuro e o destino em nossas mãos, com sacrifício para todos imposto pela classe política é certo, mas garantido certamente aquilo que nesta altura ninguém assegura, o nosso Futuro.
E se alguém pode assumir o rumo são efectivamente os gestores privados, dando exemplos reais como se pode e deve obter o que de melhor existe no povo português, a capacidade para trabalhar, repartindo com justiça os proveitos obtidos pelo empenho e dedicação que a classe trabalhadora consegue pôr no desempenho profissional. Não será certamente a explorar vergonhosamente o trabalho de outrem, pagando miseravelmente que se vai exigir empenho, sacrifício e dedicação, pois isso tem reflexos negativos na sociedade. Se os gestores devem ser remunerados pelo seu desempenho, os trabalhadores que os mantém devem ter o seu trabalho recompensado com dignidade.
Vamos todos desligar-nos das noticias negativas e que nos desmoralizam diariamente tirando-nos toda e qualquer vontade de fazer alguma coisa para o nosso bem-estar. A classe produtiva irá esforçar-se por trabalhar mais e melhor, com melhor qualidade, os gestores a trabalhar por novas oportunidades e lutando por garantir um bom desempenho de gestão, os jornalistas falarem mais dos sucessos que acontecem todos os dias e deixarem os políticos com eles próprios, no fim de contas somos nós trabalhadores e sociedade civil em geral que os sustentamos.
Se temos de trabalhar para engordar a classe política, então trabalhemos afincadamente e com fervor redobrado … podem ter o nosso sangue e suor, mas não hão-de ter as nossas lágrimas.
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