quinta-feira, 20 de maio de 2010

TEMPO PARA ESTÓRIAS

Hoje o nosso tema para abordar a situação política nacional vai ser dedicada à infância, vamos contar estórias.
Vamos começar pelo principio, sendo assim que se deve começar tudo o que se faz na vida, e neste caso, pelas abelhinhas e florezinhas. Então comecemos:
Era uma vez, um jardim à beira mar plantado, lindo e prazenteiro, cujas fragrâncias impregnam o ar de aromas diversos. Era um jardim feliz.
Um dia, e nestas histórias surge sempre um dia em que colocaram alegres colmeias, pintadas de diferentes cores, rosa(PS), laranja(PSD), azul(CDS-PP), vermelho(BE), e por último, vermelho e verde(PCP - Os Verdes). Por falta de tinta, (indecisos e abstenções), uma colmeia ficou sem pintura, mas servia igualmente para estar diferenciada.
Estando vazias, o nosso agricultor decidiu que as colmeias tinham de ser habitadas e tratou de as povoar com abelhinhas, insectos coloridos de amarelo e preto, e dos quais se esperaria as diferentes polinizações e consequente reprodução botânica, e por fim, obter-se algum do fino, doce e delicado mel, para glorificação de todo o jardim.
As primeiras voavam em redor das ultimas, e delicadamente vão penetrando e saindo, num gracioso e ritmado movimento de vai e vem, no interior da dita cuja. Agitam os estames e recolhem o pólen, para com ele produzir um gostoso, doce e suave mel .
Dia após dia, as alegres abelhinhas, felizes nas suas vidas mundanas, vão recolhendo o delicado ingrediente que as flores tão generosamente lhes vão oferecendo.
Mas, também nestas histórias aparece sempre uma altura em que mesmo no Paraíso tudo muda, e na colmeia rosa, para além das abelhinhas, apareceu uma colónia de vespas (Governo), parecidos com as abelhinhas igualmente de amarelo e preto, mas sem qualquer espécie de pudor ou vergonha, destinadas a viver à conta da labuta esforçada das abelhinhas.
Claro, que estes insectos malévolos, comiam tudo à sua volta, e como se não chegasse, começaram igualmente a comer nas demais colmeias. Desde que houvesse mel, era de fartar vilanagem.
As vespas, com o apetite voraz tão característico das espécies malévolas, rapidamente esgotaram as reservas existentes nas colmeias.
E a abelha rainha, líder das vespas vorazes, continuava a incentivar as abelhinhas a produzir mais mel, com promessas de fartura alimentar para todos, embora com a continuidade das acções, as abelhinhas acreditassem cada vez menos. Expressões enganosas, caluniosas ou mesmo angelicamente malévolas eram aplicadas continuamente, só para um objectivo, os nossos poderem comer o mel todo.
O jardim na beira do mar plantado, continuou o mesmo, com as abelhinhas alegremente a produzir o delicioso produto do seu trabalho, que as vespas no seu apetite desmesurado, sugavam na totalidade, deixando as abelhinhas no limiar da mingua de alimento.
Mas chegou um dia, e sempre aparece um dia em que muda tudo, um vento seco e prosaico vindo de oeste, despertou nas vespas uma fome descomunal. Uma vez que as colmeias não tinham mel, saltaram para o jardim, e começaram elas próprias a comer as florezinhas.
Depois chega a perversão, e em vez de uma alegre abelhinha, vem o enxame de vespas, e numa orgia despudorada, sugam as desprotegidas e desamparadas florezinhas até ao tutano.
Mas esta estória não tem final feliz, e o esperado aconteceu. As vespas reproduziram-se, e propagaram-se a todas as colmeias, qual praga, aguardando uma oportunidade de poderem sair dela e comer o que resta do outrora jardim lindo e prazenteiro, na beira do mar plantado.
E o jardim na beira do mar plantado já não está feliz.
Assim o outrora alegre e feliz, está murcho e seco, votado ao abandono, porque o jardineiro enxotado pela voracidade das vespas decidiu que enquanto estas habitarem na colmeia, não vale a pena cuidar do jardim.
Como somos inteligentes, podemos tirar daqui lições para a vida.
Podemos colocar os nomes que quisermos, porque os resultados vão ser sempre os mesmos.
E para mudar, não basta querer!

sexta-feira, 14 de maio de 2010

CRISE
Pois bem, aí está a crise alapada no seio das nossas vidas. Aumentos de impostos generalizados, IRS, IVA, diminuição das prestações sociais, Impostos especiais, tudo, mas tudo a incidir sobre uma classe trabalhadora sugada até ao tutano.
Desde 1974 que vivemos permanentemente em crise, desde as crises de valores morais e éticos até à crise económica.
Mas as opções para combate às crises foram sempre as mesmas, aumentos contributivos da classe trabalhadora. Esta mesma classe que não tem meios para se evadir aos pagamentos, e que está sempre subjugada e controlada.
Nunca, mas nunca foram pedidos esforços suplementares ou extraordinários a uma classe politica e que absorve grande parte da riqueza nacional.
Vejamos, esta situação aflitiva em que nos encontramos, as soluções passam pelo mesmo de sempre. Mas também podia ser acrescida da supressão total dos pagamentos de prémios de desempenho dos gestores das empresas públicas e participadas, e desse modo tentar amenizar os custos fixos das famílias, baixando as contas da água, electricidade, TV, entre outras. Igualmente a classe política poderia reformular os seus gastos, reduzindo os apoios estatais aos partidos políticos, grupos parlamentares e Assembleia da República, a Casa Civil da Presidência da República, e esta própria.
O sustento de três ex-Presidentes da Republica, bem como os encargos complementares a que têm direito, deveriam ser objecto de uma profunda reflexão sobre a sua real necessidade, no actual contexto da Politica internacional.
Os institutos de carácter duvidoso e fundações que não se sabem para que servem, teriam igualmente as suas verbas reduzidas ou canceladas.
Os grandes pensionistas, que recebem reformas chorudas e acumuladas pelos desempenhos em tantas outras empresas do estado, seriam limitadas ao maior valor, deixando de acumular rendimentos de diferentes proveniências.
À banca, que tanto contribuiu para este défice, seria pedido um esforço no sentido de ajudar a controlar as contas públicas, com o agravamentos das taxas de IRC a que estão sujeitas.
Ao Executivo governamental, esse teria de ter em atenção aos gastos e receitas, de modo a manter os deficits controlados, assumir a verdadeira responsabilidade pela actual situação. A eliminação das despesas desnecessárias do estado, e acabar com o sugar da teta sem pinga das Finanças Públicas, tendo como ponto de partida o maior respeito pelos dinheiros públicos.
Deste modo, os esforços seriam repartidos por todos. Tirar mais 10€ a quem não consegue fazer chegar o salário ao dia 25, é resolver sempre pelo lado mais fraco.
Tirar 5% a uma classe politica, é no mínimo ridículo, tendo em atenção as mordomias que criaram para si próprios. A esta classe, a principal culpada pela situação actual, a esta classe dizia, deveria ser pedido um esforço suplementar de 30 ou 40% ou mais.
Afinal, estamos a falar dum esforço suplementar para durar um ano e meio!!!

terça-feira, 11 de maio de 2010

Estamos na Grécia ou não?

Afinal, quem me explica o que se passa?
Todos ouvimos que a situação económica em Portugal está numa posição diferente da Grécia, que não é igual...
Mas então porque estamos a aplicar as mesmas medidas de combate ao défice que os gregos? Aumentos de IVA, cortes nos subsídios, redução dos investimentos públicos...
Alguém consegue explicar?

terça-feira, 4 de maio de 2010

Tudo igual, mas com mais moscas!

Vamos olhar para o nosso Portugalzinho!

Antes de 25 de Abril de 1974, o governo liderado pelo Prof. Dr. Marcelo Caetano, dava cobertura aos grupos empresariais que exploravam a mão-de-obra nacional, com salários de miséria, que sugavam a economia nacional a seu bel-prazer. Os grandes grupos económicos dominavam a vida dos portugueses, os Mellos, os Champalimaud, os Espírito Santos, entre outros que a memória não recorda.
Eram os estaleiros navais, a siderurgia, as fábricas de cimento e de papel, as vidreiras, as companhias de navegação, bancos e companhias de seguros. Mas o povão trabalhava, ressentia-se pela falta de qualidade de vida, e reclamava de vez em quando, em surdina a maioria das vezes. Estava insatisfeito, mas a custo conseguia ir sobrevivendo. Os salários eram baixos, mas também o eram bens essenciais, necessários para sobreviver naqueles tempos difíceis. Como a vida era dura, naquele tempo.
Em Maio de 2010, o governo liderado pelo Eng.º José Sócrates, dá cobertura a grupos empresariais que exploram a mão-de-obra nacional, com salários de miséria, que sugam a economia nacional a seu bel-prazer. Os grandes grupos económicos dominam a vida dos portugueses, os Mellos, os Champalimaud, os Espírito Santos, os Azevedos e os Soares. Só que actualmente também temos as parcerias Estado-privados, as concessões, os financiamentos a Fundações de carácter duvidoso e que servem para legalizar financiamentos ilegais, e temos os boys, muitos boys, que engordam o património pessoal com a cobertura institucional. Temos os acordos secretos para as adjudicações lesivas da economia nacional, temos tudo e mais alguma coisa, mas curiosamente, nada de bom para o bom Povo Português.
Foram os estaleiros navais, a siderurgia, as fábricas de cimentos e papel devolvidas aos grupos empresariais, legítimos proprietários ressalva-se, mas ficaram a exploração da mão-de-obra nacional, a precariedade laboral, e a falta de qualidade de vida. Mas o povão continua a trabalhar, ressente-se pelas dificuldades que passa diariamente e reclama constantemente, em surdina. Está insatisfeito, mas com muito custo consegue sobreviver. Os salários continuam baixos, abaixo da média europeia para as massas trabalhadoras, ou não seja esta a geração do salário mínimo, ou a geração 500€. Mas os bens essenciais, esses estão bem dentro da média europeia, como estão os nossos gestores e altos quadros das empresas públicas ou participadas, bem acima da média da Comunidade Europeia, quiçá da mundial. (Os nossos gestores merecem tudo aquilo que ganham, os trabalhadores é que são preguiçosos!!)
Tivemos durante estes anos uma revolução, tentativas de golpes de estado, rebeliões e cortes de estradas, greves e manifestações, actos eleitorais com suspeitas de adulteração dos resultados finais, tudo isso em vivência pacífica e democrática, que só um povo como nós sabemos ser.
Tivemos também uma classe política que assolou o nosso país, que tomou conta dos nossos desígnios, que nos desorienta e desinforma e nos mantém subjugados, comportando-se como um enxame de moscas que se alimentam nesta estrumeira que é a nossa democracia.

Leis e Bandidos

Um vigilante de uma escola deteve um assaltante a tiro.

Esta notícia deveria ser uma manchete sensacionalista, mas não, acaba com o vigilante preso e o assaltante em liberdade após cuidados médicos. Cuidados médicos assegurados pelo Serviço Nacional de Saúde.
É este um dos paradigmas da nossa sociedade, a protecção da delinquência, como se tal fosse um acto normal e civilizado, digno do maior respeito.
Não condeno a acção penal ao vigilante, até que o acto em si está fora da lei, pois a arma em questão encontrava-se ilegal. Mas pergunta-se, e o assaltante não estava em violação flagrante da legislação que rege a nossa sociedade, ou assaltar escolas não é crime?
O que me revolta é o facto de se condenar aquele que defende o património, nesta situação era de todos nós, deixando-se em liberdade aquele que é para todos os efeitos criminoso.
Em igualdade de julgamento, ou ambos ficavam em liberdade, ou ambos ficariam em regime de detenção, porque acho inconcebível tal disparidade de tratamento.
Acho é que os ladrões se estão a proteger entre si.!
Um conselho para todos os que se encontram em situações semelhantes, deixem roubar, estragar ou vandalizar, que nós, Zé Povinho, pagamos!