Será que somos donos do dinheiro que temos, ou simplesmente foi emprestado pelo seu verdadeiro dono para que circulássemo-lo e com isso ele ganhasse uns patacos mais?
Se pensarmos como aparece o dinheiro, papel valor, ou moeda, e para que serve, devemos chegar a uma conclusão próxima do nada.
Quando recebemos no final de cada mês de trabalho aquele subsidio de sobrevivência, que vamos fazer?
Amortizar o empréstimo da habitação, pagar contas, rendas, fazer compras… enfim, temos de o gastar… e para quê? Tudo aquilo que recebemos ou que trabalhámos para o ganharmos é devolvido novamente a quem nos deu. Numa grande maioria das situações não sobra e nem sequer chega de maneira adequada até ao próximo recebimento.
Também porque todos os dias nos tentam criar novos desejos, novas necessidades. Se é para nos tirarem o dinheiro de novo pode-se perguntar porque é que no-lo dão?
Se é para trocar por bens de consumo, podiam-nos dar logo de imediato os bens de consumo… continuavam com o dinheiro e evitava-se trabalhos adicionais.
As despesas ficariam logo pagas e não precisávamos do dinheiro, papel valor, ou outra qualquer espécie de valorizar os bens.
Mas não… temos de dar valor aos bens de primeira, de segunda, todos os bens têm de ser valorizados, de modo a criar a apetência pelo ter. O ter mais, o ter muito… Somos bombardeados diariamente por novas criações para ter. Somos conduzidos a ter, mais… mais… ganância e egoísmo. Tudo para que o dinheiro tenha de voltar ao seu legítimo dono. E o que nos vais sobrar? Mesmo que tenha sido adquirido algum bem patrimonial, será mesmo que é nossa propriedade? E até quando? Ou não vamos ficar sujeitos a alguma decisão arbitrária de um qualquer Poder Instituído e ficarmos despojados daquilo que nos custou a adquirir?
Poder-se-á dizer que nunca é verdadeiramente nosso. Foi-nos dado o usufruto.
Voltando ao dinheiro, se o dinheiro é nosso, porque é que existem leis e legislações que proíbem a sua destruição? Se fosse nosso, podíamos fazer o que bem quiséssemos…
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