A comissão europeia prepara-se para instaurar um inquérito para averiguar o paradeiro de 50 mil milhões, destinados a fundos de investimento e atribuídos por Bruxelas.
Como português sinto-me envergonhado, por causa de governantes e administradores públicos sem escrúpulos nem sentido de Estado, que denigrem a nossa origem e nacionalidade. Não basta o facto de sermos já considerados por essa Europa fora, ladrões e corruptos, como ainda o sermos efectivamente, ou como diria Séneca, não basta a mulher de César ser honesta, também tem de parecer. Aplicado nesta situação, não basta parecermos, também temos de ser!!
Como é sabido, a quando da entrada da Roménia na Comunidade Europeia, a Comissão decidiu e a meu ver bem, ser a mesma a gerir e a aplicar os fundos financeiros destinados ao desenvolvimento desse País. E agora, ver o meu país, membro de pleno direito na Comunidade no primeiro alargamento para Sul, ser colocado ao nível da Roménia, é por demais humilhante!
A moralidade e honestidade efectivamente não se ensinam nas Universidades, mas são princípios basilares na educação pessoal, adquirida diariamente na convivência social. Os bons princípios morais adquirem-se por meio de exemplos, e devem ser pedra basilar na formação humana.
Igualmente o respeito pelo trabalho dos portugueses, pelo esforço diário que fazem para manter um Estado gordo e voraz, a honestidade na gestão dos capitais que movimentam, e o reconhecimento público que os impostos são o verdadeiro sangue e suor de todos os portugueses.
Os portugueses não se importariam de pagar impostos, e até pagariam com um quase sorriso nos lábios, desde que vissem estas mesmas contribuições a ser tratadas com respeito e honestidade.
Os portugueses não querem continuar a alimentar um bando de vampiros, que sugam o melhor de todos nós, a nossa alma lusitana!
Nem merecem tal sofrimento, nem eles nem ninguém!
E para isso, os nossos ilustres governantes, executivos, parlamentares e mesmo judiciais, devem criar um conjunto de regras simples, límpidas e eficazes para que eles próprios possam ser devidamente punidos e não se escudarem em imunidades, criando desde logo uma desigualdade perante a lei. Uma solução simples, acabe-se com as leis da imunidade, com as fugas às declarações de rendimentos e com o sigilo bancário. Nós, os portugueses honestos, não temos nada a esconder!!