O encerramento adiado e já previsto dos Estaleiros Navais de Viana de Castelo vai representar o fim anunciado da industria nacional. Em breve, muito em breve, toda a já reduzida importância da industria pesada portuguesa vai passar para os grandes fabricantes da Europa Central.
Começou-se pela industria têxtil, desmembrando as grandes empresas primeiro, e paulatinamente uma após outra, até chegar às pequenas empresas familiares.
Depois foi todo um comércio local, de proximidade, cuja oferta junto das famílias foi substituída pelos grandes grupos comerciais e financeiros, que estrangularam, dominaram e que os absorveram por fim. Com toda a panóplia de gestores que só olham ao lucro e sem qualquer remorso na contribuição directa do encerramento de centenas de milhares de pequenos negócios, bem como na redução indirecta da produção e comercio de produtos de primeira necessidade de origem nacional. Tudo a bem um pretenso beneficio do consumidor, mas cujo engrandecimento é-o efectivamente nos grandes produtores agrícolas europeus e mundiais.
A nossa faina pesqueira foi desapoiada e incentivada ao abate dos navios, abrindo as portas dos nossos recursos às grandes frotas dos nossos “parceiros” europeus.
A qualidade reconhecida das nossas composições ferroviárias extinguiu-se com o encerramento da SOREFAME, substituída pela industria dos TGV, criando emprego e riqueza, mas em França e na Alemanha.
Os estaleiros de LISNAVE, encerraram por motivos de especulação imobiliária, por uma gestão plena de incompetência , mais interessada na possibilidade de construção de arranha-céus, do que tornar competitiva e produtiva a empresa.
Vai seguir-se o restante tecido industrial pesado nacional. Mas quais são os interesses subjacentes que motivam governos, empresários, gestores, sindicatos e trabalhadores, todos no seu conjunto, que combinam em conjunto a completa destruição das grandes empresas nacionais.
Todos, mas todos no seu conjunto, contribuíram ou estão a contribuir para o empobrecimento nacional.
Que futuro poderá ter um país, sem grandes empresas de referencia?
Sim, porque agora vai começar o assalto às ultimas grandes empresas nacionais, TAP, EDP e CGD, por parte dos grandes grupos financeiros europeus, ficando a nossa economia cada vez mais dependente dos favores duma Europa cada vez menos solidária, enfraquecendo e dominando os frágeis países periféricos, alimentados por um suposto apoio ao desenvolvimento, falsamente sustentado e caprichosamente dependente dos grupos económicos mundiais e europeus.
Vamos limitar-nos a vender na Comunidade Europeia produtos agrícolas, com uma agricultura limitada à produção insuficiente de frutas, de vinhos de grande qualidade? Vamos limitar-nos às pequenas produções e deixar os grandes e lucrativos negócios, esses mesmo que vão ter influencia directa no PIB para os donos da Europa?
Todas as directivas comunitárias, apontam sempre num sentido, deixando os pequenos países como o nosso, dependentes de pequenas fatias de mercado, sempre e só as sobras dos grandes negócios.
Com tudo isto, o que nos vai restar? O sol? As praias? Sermos bonzinhos e termos umas paisagens que por sinal até ficam bem nas fotos de recordação?
Sim, mas tudo isso não vai chegar para pagar o monstruoso passivo económico existente, nem depois vai ser capaz de gerar riqueza e emprego para todos os portugueses, nem irá ser capaz de manter uma estabilidade e sustentabilidade de desenvolvimento económico-social, porque simplesmente nessa altura não vai haver nada para fazer, ou como diz o povo, está tudo pronto para ser comprado. Restará saber com quê?
Verifica se o que prometes é justo e possível, pois promessas são dívidas (Confucio)
quinta-feira, 8 de setembro de 2011
terça-feira, 9 de agosto de 2011
Violência urbana, que fazer?
Depois de uma ausência maior do que a desejada, volto à blogosfera para exprimir a minha opinião sobre um tema controverso, as minorias étnicas e a violência urbana.
Tal como sucedeu num passado recente em França, surge agora o mesmo fenómeno na Grã-Bretanha.
Os actores embora diferentes apresentam situações comuns, são pertencentes às minorias étnicas, maioritariamente dependentes da segurança social, com demasiado tempo ocioso para poder vandalizar, roubar ou destruir o objecto da cobiça.
Deixando de parte a xenofobia ou o racismo primário, temos de constatar que é um facto que a Europa terá de mudar a sua politica social, deixar de lado os ideais sociais, esquerdistas e pseudo – vanguardista , em que aqueles que dessa politica beneficiam são aqueles mesmos que o querem destruir.
Memo no nosso cantinho à beira mar plantado, denota-se que a violência e delinquência tem por base os desenquadrados socialmente, os pertencentes ás minorias étnicas ou mesmo os emigrantes oriundos da pior expansão da Comunidade Europeia para leste.
Em África, não existindo essas ondas de violência por parte das minorias de pele clara, (sem qualquer conotação racista, entenda-se) existe e sente-se por todo o lado o pendor racista daquela intolerância pelos novos representantes dos antigos colonizadores. Quando na verdade, os principais culpados dos atrasos nos desenvolvimentos económico e social não dão a cara ou acusam terceiros para desviar atenções, ou criam distracções para intoxicação da opinião pública.
Mas se por acaso, vamos supor que teriam lugar acções violentas e destrutivas num pais qualquer na África a sul do Saara, imaginam o que sucederia?
Tal como no Médio Oriente, se continua a falar das novas cruzadas, e das antigas como se tivessem acontecido na semana anterior.
Por todo o lado se sentem manifestações contra as civilizações ocidentais, não isentas de pecados (como todas as outras existentes no mundo), mas só as culturas ocidentais, europeias e americana são consideradas os maus da fita. Precisamente aqueles que atribuem aos desamparados e desprotegidos, não nativos desses países, os benefícios dos estados sociais, que todos os nacionais não terão em grande parte acesso, não por lhes ser negado o acesso mas porque fazem uma coisa que a grande parte das minorias não fazem, trabalhar para o desenvolvimento da sua nação.
Entramos num dilema absoluto, de se querer proporcionar condições minimamente dignas de sobrevivência, com todas as implicações e pressões sobre a tão apregoada contenção de despesa pública, a ocorrer por toda a Comunidade Europeia, por outro lado a destruir aquilo que é o principal ideal das nossas democracias, as nossas propriedades, sejam elas móveis ou imóveis.
Será que devemos tolerar convidados em nossa casa (entenda-se país!) indivíduos que só querem destruir ou roubar aquilo que possuímos?
Com que direito um bando de insurrectos invejosos e violentos terá para destruir algo que é do domínio público ou privado?
Teremos de tomar atitudes mais drásticas e fechar as portas aos “desgraçadinhos” terceiro-mundistas e deixá-los a vandalizar os seus próprios países? Provavelmente isso seria desgraçadamente a construção dum castelo chamado Europa. Mas a história se encarrega de provar por acontecimentos cíclicos e repetitivos que as civilizações são sempre destruídas por culturas inferiores, e foram tantas civilizações absorvidas por outras menos evoluídas.
Para mim, justiça que seja justiça só seria feita com o pagamento integral dos prejuízos causados aos sectores públicos ou privados por parte daqueles que estragam, roubam ,pilham ou destroem tudo o que não lhes pertence. Ou isso, ou recambiá-los para o local das suas origens, quer sejam de segunda, terceira ou enésima geração.
Tal como nos dias de hoje, um individuo de pele clara (branco ou mesmo mulato) não é e nem pode ser africano… apesar de serem nascidos em África, só é africano aquele que tiver a característica étnica peculiar dos africanos, a pele negra.
E eu digo isto, porque sei!
Tal como sucedeu num passado recente em França, surge agora o mesmo fenómeno na Grã-Bretanha.
Os actores embora diferentes apresentam situações comuns, são pertencentes às minorias étnicas, maioritariamente dependentes da segurança social, com demasiado tempo ocioso para poder vandalizar, roubar ou destruir o objecto da cobiça.
Deixando de parte a xenofobia ou o racismo primário, temos de constatar que é um facto que a Europa terá de mudar a sua politica social, deixar de lado os ideais sociais, esquerdistas e pseudo – vanguardista , em que aqueles que dessa politica beneficiam são aqueles mesmos que o querem destruir.
Memo no nosso cantinho à beira mar plantado, denota-se que a violência e delinquência tem por base os desenquadrados socialmente, os pertencentes ás minorias étnicas ou mesmo os emigrantes oriundos da pior expansão da Comunidade Europeia para leste.
Em África, não existindo essas ondas de violência por parte das minorias de pele clara, (sem qualquer conotação racista, entenda-se) existe e sente-se por todo o lado o pendor racista daquela intolerância pelos novos representantes dos antigos colonizadores. Quando na verdade, os principais culpados dos atrasos nos desenvolvimentos económico e social não dão a cara ou acusam terceiros para desviar atenções, ou criam distracções para intoxicação da opinião pública.
Mas se por acaso, vamos supor que teriam lugar acções violentas e destrutivas num pais qualquer na África a sul do Saara, imaginam o que sucederia?
Tal como no Médio Oriente, se continua a falar das novas cruzadas, e das antigas como se tivessem acontecido na semana anterior.
Por todo o lado se sentem manifestações contra as civilizações ocidentais, não isentas de pecados (como todas as outras existentes no mundo), mas só as culturas ocidentais, europeias e americana são consideradas os maus da fita. Precisamente aqueles que atribuem aos desamparados e desprotegidos, não nativos desses países, os benefícios dos estados sociais, que todos os nacionais não terão em grande parte acesso, não por lhes ser negado o acesso mas porque fazem uma coisa que a grande parte das minorias não fazem, trabalhar para o desenvolvimento da sua nação.
Entramos num dilema absoluto, de se querer proporcionar condições minimamente dignas de sobrevivência, com todas as implicações e pressões sobre a tão apregoada contenção de despesa pública, a ocorrer por toda a Comunidade Europeia, por outro lado a destruir aquilo que é o principal ideal das nossas democracias, as nossas propriedades, sejam elas móveis ou imóveis.
Será que devemos tolerar convidados em nossa casa (entenda-se país!) indivíduos que só querem destruir ou roubar aquilo que possuímos?
Com que direito um bando de insurrectos invejosos e violentos terá para destruir algo que é do domínio público ou privado?
Teremos de tomar atitudes mais drásticas e fechar as portas aos “desgraçadinhos” terceiro-mundistas e deixá-los a vandalizar os seus próprios países? Provavelmente isso seria desgraçadamente a construção dum castelo chamado Europa. Mas a história se encarrega de provar por acontecimentos cíclicos e repetitivos que as civilizações são sempre destruídas por culturas inferiores, e foram tantas civilizações absorvidas por outras menos evoluídas.
Para mim, justiça que seja justiça só seria feita com o pagamento integral dos prejuízos causados aos sectores públicos ou privados por parte daqueles que estragam, roubam ,pilham ou destroem tudo o que não lhes pertence. Ou isso, ou recambiá-los para o local das suas origens, quer sejam de segunda, terceira ou enésima geração.
Tal como nos dias de hoje, um individuo de pele clara (branco ou mesmo mulato) não é e nem pode ser africano… apesar de serem nascidos em África, só é africano aquele que tiver a característica étnica peculiar dos africanos, a pele negra.
E eu digo isto, porque sei!
segunda-feira, 23 de maio de 2011
Desacatos feitos por encomenda
In Correio da Manhã de 23 de Maio de 2011
PS acusa interferência
A tensão está instalada. A presença da personagem Darth Vader, na versão ‘Vader do Fraque’, nas iniciativas do PS já levou a momentos de muita confusão.
Uma fonte da direcção de campanha socialista acusa: "É incompreensível que existam factores de perturbação e de provocação financiados não se sabe por quem, tendo em conta que uma operação destas tem custos elevados. Nunca isto aconteceu na democracia portuguesa, agentes que se assumem com ligações políticas a provocarem este tipo de situações, tentando mesmo interferir com militantes."
O PS só não especifica as ligações políticas. O último episódio ocorreu em Ourém, e o jovem que personifica a mítica figura da saga da ‘Guerras das Estrelas’ foi impedido de entrar no recinto em que estava José Sócrates. Os vídeos da passagem de ‘Vader do Fraque’ com facturas da governação socialista são publicados no blogue 31 de Armada. Alguns dos seus membros têm ou tiveram alguma ligação ao PSD.
Ao que apurou o Correio da Manhã, a equipa que acompanha ‘Vader do Fraque’ já foi avisada pela comitiva de que não se responsabiliza se houver desacatos, caso a estratégia seja a de seguir o líder do PS. (SIC)
E por aqui se pode constatar com uma certeza quase absoluta que os arruaceiros financiados com dinheiros públicos (ditos seguranças particulares) vão intervir a mando de alguém, que irá sacudir a água do seu capote, argumentando tratar-se de “desacatos populares”. Uma forma subtil de acção da democracia portuguesa, ou por outras palavras, na versão Coelhone, “Quem se mete com o PS, leva!”.
PS acusa interferência
A tensão está instalada. A presença da personagem Darth Vader, na versão ‘Vader do Fraque’, nas iniciativas do PS já levou a momentos de muita confusão.
Uma fonte da direcção de campanha socialista acusa: "É incompreensível que existam factores de perturbação e de provocação financiados não se sabe por quem, tendo em conta que uma operação destas tem custos elevados. Nunca isto aconteceu na democracia portuguesa, agentes que se assumem com ligações políticas a provocarem este tipo de situações, tentando mesmo interferir com militantes."
O PS só não especifica as ligações políticas. O último episódio ocorreu em Ourém, e o jovem que personifica a mítica figura da saga da ‘Guerras das Estrelas’ foi impedido de entrar no recinto em que estava José Sócrates. Os vídeos da passagem de ‘Vader do Fraque’ com facturas da governação socialista são publicados no blogue 31 de Armada. Alguns dos seus membros têm ou tiveram alguma ligação ao PSD.
Ao que apurou o Correio da Manhã, a equipa que acompanha ‘Vader do Fraque’ já foi avisada pela comitiva de que não se responsabiliza se houver desacatos, caso a estratégia seja a de seguir o líder do PS. (SIC)
E por aqui se pode constatar com uma certeza quase absoluta que os arruaceiros financiados com dinheiros públicos (ditos seguranças particulares) vão intervir a mando de alguém, que irá sacudir a água do seu capote, argumentando tratar-se de “desacatos populares”. Uma forma subtil de acção da democracia portuguesa, ou por outras palavras, na versão Coelhone, “Quem se mete com o PS, leva!”.
quarta-feira, 20 de abril de 2011
A Culpa é de quem?
A culpa é de…
A culpa do PEC 3 é do PEC 2. Que, por sua vez, tem culpa do PEC 1.
A culpa de não haver PEC 4 é do PSD e do CDS.
Chegados a este, a culpa é da situação internacional. E da Grécia e da Irlanda.
E antes destas culpas todas, a culpa continua a ser dos Governos PSD/CDS. Aliás, nos últimos 16 anos, a culpa é apenas dos 3 anos de governação não socialista.
A culpa é do Presidente da República. A culpa é da Chanceler. A culpa é de Trichet. A culpa é da Madeira. A culpa é do FMI. A culpa é do euro.
A culpa é dos mercados. Excepto do "mercado" Magalhães.
A culpa é do ‘rating'. A culpa é dos especuladores que nos emprestam dinheiro.
A culpa até chegou a ser das receitas extraordinárias. À falta de outra culpa, a culpa é de os Orçamentos e PEC serem obrigatórios.
A culpa é da agricultura. A culpa é do nemátodo do pinho.
A culpa é dos professores. A culpa é dos pais. A culpa é dos exames.
A culpa é dos submarinos. A culpa é do TGV espanhol.
A culpa de haver portagens nas Scuts é do PSD que viabilizou o PEC 3.
A culpa é da conjuntura. A culpa é da estrutura.
A culpa é do computador que entupiu. A culpa é da ‘pen'. A culpa é do funcionário do Powerpoint.
A culpa é do Director-Geral. A culpa é da errata, porque nunca há errata na culpa.
A culpa é das estatísticas. Umas vezes, a culpa é do INE, outras do Eurostat, outras ainda do FMI.
A culpa é de uma qualquer independente universidade.
E, agora em versão pós Constâncio, a culpa também já é do Banco de Portugal.
A culpa é dos jornalistas que fazem perguntas. A culpa é dos deputados que questionam.
A culpa é das Comissões parlamentares que investigam. A culpa é dos que estudam os assuntos.
A culpa é do excesso de pensionistas.
A culpa é dos desempregados.
A culpa é dos doentes.
A culpa é dos contribuintes.
A culpa é dos pobres.
A culpa é das empresas, excepto as ungidas pelo regime.
A culpa é da meteorologia.
A culpa é do petróleo que sobe. A culpa é do petróleo que desce.
A culpa é da insensibilidade. Dos outros.
A culpa é da arrogância. Dos outros.
A culpa é da incompreensão. Dos outros.
A culpa é da vertigem do poder. Dos outros.
A culpa é da demagogia. Dos outros.
A culpa é do pessimismo. Dos outros.
A culpa é do passado. A culpa é do futuro.
A culpa é da verdade. A culpa é da realidade. A culpa é das notícias.
A culpa é da esquerda. A culpa é da direita.
A culpa é da rua. A culpa é do complexo de culpa. A culpa é da ética.
Há sempre "novas oportunidades" para as culpas (dos outros).
Imagine-se, até que, há tempos, o atraso para assistir a uma ópera, foi culpa do PM de Cabo-Verde.
No fim, a culpa é dos eleitores, que não deram a maioria absoluta ao imaculado.
A culpa é da democracia. A culpa é de Portugal. De todos.
Só ele (e seus pajens) não têm culpa.
(Autor anónimo e a circular na Internet)
A culpa do PEC 3 é do PEC 2. Que, por sua vez, tem culpa do PEC 1.
A culpa de não haver PEC 4 é do PSD e do CDS.
Chegados a este, a culpa é da situação internacional. E da Grécia e da Irlanda.
E antes destas culpas todas, a culpa continua a ser dos Governos PSD/CDS. Aliás, nos últimos 16 anos, a culpa é apenas dos 3 anos de governação não socialista.
A culpa é do Presidente da República. A culpa é da Chanceler. A culpa é de Trichet. A culpa é da Madeira. A culpa é do FMI. A culpa é do euro.
A culpa é dos mercados. Excepto do "mercado" Magalhães.
A culpa é do ‘rating'. A culpa é dos especuladores que nos emprestam dinheiro.
A culpa até chegou a ser das receitas extraordinárias. À falta de outra culpa, a culpa é de os Orçamentos e PEC serem obrigatórios.
A culpa é da agricultura. A culpa é do nemátodo do pinho.
A culpa é dos professores. A culpa é dos pais. A culpa é dos exames.
A culpa é dos submarinos. A culpa é do TGV espanhol.
A culpa de haver portagens nas Scuts é do PSD que viabilizou o PEC 3.
A culpa é da conjuntura. A culpa é da estrutura.
A culpa é do computador que entupiu. A culpa é da ‘pen'. A culpa é do funcionário do Powerpoint.
A culpa é do Director-Geral. A culpa é da errata, porque nunca há errata na culpa.
A culpa é das estatísticas. Umas vezes, a culpa é do INE, outras do Eurostat, outras ainda do FMI.
A culpa é de uma qualquer independente universidade.
E, agora em versão pós Constâncio, a culpa também já é do Banco de Portugal.
A culpa é dos jornalistas que fazem perguntas. A culpa é dos deputados que questionam.
A culpa é das Comissões parlamentares que investigam. A culpa é dos que estudam os assuntos.
A culpa é do excesso de pensionistas.
A culpa é dos desempregados.
A culpa é dos doentes.
A culpa é dos contribuintes.
A culpa é dos pobres.
A culpa é das empresas, excepto as ungidas pelo regime.
A culpa é da meteorologia.
A culpa é do petróleo que sobe. A culpa é do petróleo que desce.
A culpa é da insensibilidade. Dos outros.
A culpa é da arrogância. Dos outros.
A culpa é da incompreensão. Dos outros.
A culpa é da vertigem do poder. Dos outros.
A culpa é da demagogia. Dos outros.
A culpa é do pessimismo. Dos outros.
A culpa é do passado. A culpa é do futuro.
A culpa é da verdade. A culpa é da realidade. A culpa é das notícias.
A culpa é da esquerda. A culpa é da direita.
A culpa é da rua. A culpa é do complexo de culpa. A culpa é da ética.
Há sempre "novas oportunidades" para as culpas (dos outros).
Imagine-se, até que, há tempos, o atraso para assistir a uma ópera, foi culpa do PM de Cabo-Verde.
No fim, a culpa é dos eleitores, que não deram a maioria absoluta ao imaculado.
A culpa é da democracia. A culpa é de Portugal. De todos.
Só ele (e seus pajens) não têm culpa.
(Autor anónimo e a circular na Internet)
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